Pernambuco é o Estado com a maior concentração de evangélicos do Nordeste, tanto em números absolutos quanto em termos proporcionais. Um em cada cinco pernambucanos se declara protestante, de acordo com o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora tenha sido realizado em 2010, o levantamento foi divulgado em detalhes ontem. Atualmente, são exatos 1.788.973 seguidores de uma igreja de denominação evangélica. O quantitativo supera em mais de 250 mil pessoas a população de todo o Recife. No Brasil, são 42,3 milhões de protestantes, o equivalente a 22% da população. Num comparativo com o censo de 2000, o crescimento do número de evangélicos e a redução do de católicos no Estado ficam mais evidentes. Há 12 anos, os 1.072.503 protestantes formavam 13,5% da população. Hoje, são 20,3%. Três décadas atrás, este contingente não chegava a 7% de Pernambuco. Já os católicos eram 74%, mas caíram oito pontos percentuais. A Avenida Cruz Cabugá, na área central do Recife, simboliza a força dos protestantes. Um trecho da via um pouco menor do que um quilômetro de extensão abriga oito templos, de tamanhos variados. Nos horários de culto à noite, é comum congestionamento nas imediações, por causa do fluxo de pessoas.
No número de evangélicos, por exemplo, houve um aumento de 73,9% na quantidade de seguidores no Maranhão. Já a Católica teve uma elevação de pouco mais de 5%, bem diferente da espírita, que apresentou um aumento de 110,8% no número de seguidores. Os umbandistas cresceram, no estado, pouco mais de 29%, e os que se intitulam sem religião também cresceram 52,5%.
De acordo com o tecnologista de Informações do IBGE, José Reinaldo Barros Júnior, esses dados mostram uma mudança no panorama religioso do Maranhão. “Antes, o estado apresentava uma grande predominância de católicos, o que ainda existe, porém, com um aumento significativo na quantidade de evangélicos, espíritas e demais religiões”, destacou.
O município maranhense com o maior percentual de evangélicos é São Pedro dos Crentes, com 52,03%, seguido por Imperatriz (31%) e Açailândia (29,4%).
A influência histórica do padre Antonio Vieira ainda é pouco explorada na região. No princípio de 1653 Vieira chega ao Maranhão, onde é recebido calorosamente, mas onde teve logo que lutar, como superior do colégio dos jesuítas, com a má vontade do capitão general e também com a má vontade do povo. Os jesuítas defendiam, nessa ocasião, naquela capitania brasileira, a causa da liberdade dos índios. Os portugueses residentes no Maranhão queriam conservá-los escravizados, ao passo que o governo e a Companhia de Jesus queriam emancipá-los. Sua luta em prol dos direitos dos índios brasileiros originou reações por parte dos colonos, evidentes no seu célebre Sermão de Santo Antônio aos Peixes, todo alegórico mas claramente alusivo aos problemas entre indígenas e colonos. Volta a Portugal e retorna ao Maranhão em 1655, ficando mais 7 anos. D. João IV entrega-lhe o decreto em que os jesuítas passam a ter inteira jurisdição sobre os índios. Daí em diante, as autoridades locais jamais poderão intervir na missionarização, jamais poderão servir-se dos indígenas como escravos. O rei designa André Vidal para governador do Pará e do Maranhão; Vidal é um herói da vitória portuguesa sobre os holandeses, amigo de Vieira, sensível aos problemas dos índios e dos negros.

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No Censo IBGE de 2000, no município de Recife, 65% da população se considerava católica, enquanto, no restante da sua região metropolitana, esta proporção se situava em 59%. Os católicos estavam localizados principalmente nos espaços litorâneos, numa faixa que se estende de Paulista, ao norte, a Jaboatão, ao sul.

Recife era a terceira capital mais importante do país quanto à presença dos evangélicos de missão, depois de Vitória e Manaus. Assim, com 95.000 fiéis, os evangélicos de missão representam 6,7% da população da capital pernambucana, e seu crescimento, entre 1991 e Religião Católica Apostólica Romana foi de +2,7 pontos percentuais. Já no restante região metropolitana, eles congregam 120.000 fiéis representam 6,6% da sua população. Dentre os diversos grupos evangélicos aí existentes, os batistas, com 5% de adeptos, se constituíam na confissão religiosa mais representativa.

Com quase 150.000 fiéis no município de Recife e 290.000 no resto da região metropolitana, correspondendo…

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