A estrutura familiar pode favorecer a cooperação na igreja local. Porém, temos visto mudanças no conceito de família devido a divórcios e novos supridores como avós. Segundo Rodney Stark, autor de O crescimento do cristianismo, “…Sabemos que a base para o sucesso dos movimentos de conversão é o crescimento por intermédio de redes sociais, por meio de uma estrutura de vínculos interpessoais íntimos e diretos.”

As famílias bem estruturadas são base importante para a comunhão de uma igreja local. A comunhão entre elas estabelece vínculos para edificação e testemunho para novas famílias.

Recentes pesquisas do IBGE encontraram os seguintes dados:

  • Os jovens evangélicos são o grupo mais assíduo às atividades de sua religião: 38,3% dos protestantes históricos e 52,6% dos pentecostais disseram ir duas vezes ou mais por semana a esse tipo de atividade. Temos detectado, porém, uma assiduidade menor dentre as igrejas pesquisadas. Portanto, há uma tendência de decréscimo.
  • Os evangélicos são o grupo de jovens que mais segue a crença da mãe: 71,4% no caso dos protestantes e 60,2% no caso dos pentecostais.
  • Cerca de 17,3% já mudou de religião. Mais da metade (56%) da classe média já mudou de religião pelo menos uma vez. Contra 0,9% dos jovens da classe A. Evidentemente, a classe A possui menor independência para decisão religiosa. Pode representar a manutenção do status quo econômico e social.

Família, comunhão e serviço

John Piper destaca: ”… Mas louvor é também o combustível de missões. Paixão por Deus no louvor precede a pregação oferecendo Deus aos outros.” A adoração congregacional equilibrada provoca o desejo de testemunhar e proclamar o evangelho. O choque cultural é inevitável. A separação da igreja e do mundo. O modelo bíblico judaico-oriental difere do modelo mental greco-romano ocidental.

Por isso que se diz que missões se iniciam em casa, na família. Ali começam as mudanças que mais nos causam impacto. Quando a família é transformada, passa a ser uma força na sua igreja e comunidade. A comunidade passa a enxergar a família como missionária. Ela representa sua igreja. O objetivo incontornável é transformar sua comunidade.  Quanto mais famílias somarem na igreja, mais rapidamente a comunidade será transformada. A comunidade terá a adoração ao único Deus como sua expressão cultural e religiosa mais excelente e espontânea.

O Instituto DataFolha realizou pesquisa sobre as opiniões, valores e o comportamento dos brasileiros em 2007. Em 1998 a família dividia a liderança no ranking com o estudo, que também era considerado muito importante por 61%. Subiu para 69%. A taxa dos que atribuíam muita importância ao estudo passou para 65%. O terceiro lugar continuava sendo com o trabalho, cujo percentual de brasileiros que o consideram muito importante oscilou de 56% para 58%. A religião foi outro item que ganhou pontos: subiu de 38% para 45% a taxa dos que a consideraram muito importante. Os valores religião e família se tornaram mais interdependentes.