O termo segurança alimentar era praticado pelas principais Civilizações desde tempos antigos. O pão feito com o grão de cevada era considerado a principal alimentação das classes mais pobres na Palestina do tempo de Jesus, e dos povos bíblicos. Além de servir para alimentação humana era muito empregada para a alimentação dos cavalos, e outros animais conforme 1 Rs 5,8:

“ Forneciam também a cevada e a palha para os cavalos e os animais de tração, no lugar onde fosse preciso, e cada qual segundo o seu turno”(1Reis 5,8) Bíblia de Jerusalém

O pão de cevada era a principal alimentação das classes mais pobres, e vem logo depois do trigo nas produções da Palestina. No livro do profeta Ezequiel 4,9 encontramos a seguinte passagem:

“E tu toma trigo, e cevada, e favas, e lentilhas, e milho miúdo, e espelta, e mete-os numa só vasilha, e deles faze pão. Conforme o número dos dias que te deitares sobre o teu lado, trezentos e noventa dias comerás disso. 10 E a tua comida, que hás de comer, será por peso, vinte siclos cada dia; de tempo em tempo a comerás. “(Ezequiel 4, 9-10) Bíblia Almeida.

A cevada era, também, muito empregada para alimento de cavalos, etc. (1 Rs 4.28). Em Juízes 7,13, um pão de cevada é figura de um exército de aldeãos, não querendo isso significar qualquer fraqueza da parte dos 300 de Gideão. A cevada encontramos também nas ofertas no Templo de Jerusalém em Números 5,15:

“o homem trará sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela, a décima parte de uma efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite nem porá incenso; porquanto é oferta de cereais por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniquidade à memória.” (Números 5,15) Bíblia Almeida

É uma planta muito resistente, mais apta para resistir à seca e adaptada para uma gama mais ampla de climas do que qualquer outro cereal, em comparação com o trigo. Quando madura, atinge cerca de 1 m de altura, tendo folhas um pouco mais largas que as do trigo. Quando falamos em cevada nos lembramos principalmente da cerveja, mas as suas propriedades vão muito além disso. Na Itália e no norte de Portugal, ela é o substituto do café expresso. No Brasil, encontramos pó de café de Cevada em casas comerciais de produtos naturais. Ele é muito mais saudável e não contém cafeína, conservando todas as suas propriedades originais.

Shavuot, a Festa das Semanas, é uma das três festividades de peregrinação, juntamente com Pessach e Sucot. Nessas festas, todo o Povo Judeu vinha a Jerusalém na Antiguidade quando o Templo Sagrado estava lá e ofereciam animais e cereais em sacrifício. Shavuot é observada no final da contagem de Omer: a contagem das sete semanas (na verdade 50 dias) do primeiro dia de Pessach. No início da contagem, os Judeus traziam um Omer (unidade de medida bíblica) de grãos da primeira colheita de cevada para o Templo Sagrado, e no final traziam um Omer de grãos da primeira colheita de trigo.

Para a fabricação de um litro de cerveja, por exemplo, são gastos, em média, 155 litros de água. Em 2014, foram produzidos 14,1 bilhões de litros de cerveja ante um total de 13,5 bilhões de litros em 2013, segundo a CervBrasil. A Ambev elevou a área plantada com o grão de 45 mil hectares em 2013 para 55 mil em 2014.

A cerveja também é mencionada na Epopeia de Gilgamesh. Um poema sumeriano de 3900 anos, homenageando a deusa dos cervejeiros, Ninkasi, contém a mais antiga receita que sobreviveu, descrevendo a produção de cerveja de cevada utilizando pão. O Código Babilônico de Hamurabi dispunha que os taverneiros que diluíssem ou sobretaxassem a cerveja deveriam ser supliciados.

História da CervejaA colheita da cevada tem destaque nos eventos dramáticos do livro de Rute. Em Israel semeava-se a cevada no mês de bul (outubro-novembro) após terem começado as chuvas temporãs e o solo se tornar arável. (Is 28:24, 25) A cevada amadurece mais rápido do que o trigo (Êx 9:31, 32), e iniciava-se a colheita no começo da primavera, no mês de nisã (março-abril), começando no quente vale do Jordão e continuando depois nas partes mais elevadas, mais temperadas, até chegar à região planaltina ao L do Jordão, no mês de zive (abril-maio). A colheita da cevada marcava assim um período definido do ano (Ru 1:22; 2Sa 21:9), e seu início correspondia ao tempo da Páscoa, o molho de cereal movido pelo sacerdote no dia 16 de nisã sendo das primícias da cevada. — Le 23:10, 11. Na lei mosaica se prescrevia uma oferta de farinha de cevada para certos casos, em que a moral era afrontada (Nm 5,15).

Os egípcios faziam uma bebida de cevada que eles chamam Zythos, o buquê de que não é muito inferior ao do vinho. Cato, o Velho, dá uma receita “vinho” em De Agri Cultura que envolve diluindo o mosto 1: 5, adicionando a água do mar e vinagre, e esperando um pouco. Ele faz um excelente vinagre depois de uma moda. Realmente não soa como merlot, não é? E, em muitos lugares , o suco de uvas é chamado de “vinho” assim que for pressionado – a fermentação não parece ser o fator críticolá. Assim, enquanto Heródoto fala sobre “vinho” e Diodoro fala sobre ” vinho”, não há garantia de que eles estão falando exclusivamente sobre uma bebida alcoólica forte . Plínio, o Velho, que escreveu Naturalis Historia, no século 1 dC. Eu já falei sobre muitos de seus escritos em vários lugares deste blog, mas há uma em especial, que é digno de nota aqui. Ele discute uma variedade de bebidas não-vinhos feitos a partir de grãos:

Diferentes bebidas, também, são feitos a partir dos cereais, zythum no Egito, Caelia e Cerea em Espanha, cervesia e numerosos licores na Gália e outras províncias. A levedura de tudo isso era usada pelas mulheres como um cosmético para o rosto. “Zythum” é a palavra latina equivalente à grega “zythos.” “Zythos” é encontrada em escritos datados do Século I do historiador romano Diodorus Siculus, autor de Bibliotheca Historica.