Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom, um cristão rico e dono de escravos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.10), que morava em Colossos, e que a igreja colosense se reunia em sua casa (v.2). Onésimo, um de seus escravos tinha fugido para Roma, aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. 11,18). Em Roma, Onésimo entrou em contato com o preso Paulo, que o levou a Cristo (10).
Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.7-9; Fm 12). O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.22). Amor, confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. 1, 14,21)

Filemon 1-7

Atos 14:6 eles, sabendo-o, fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e a região circunvizinha;
Atos 14:7 e ali pregavam o evangelho.
Atos 14:8 Em Listra estava sentado um homem aleijado dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha andado.
Atos 14:9 Este ouvia falar Paulo, que, fitando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado,
Atos 14:10 disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés. E ele saltou, e andava.
Atos 14:11 As multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós.
Atos 14:12 A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo, Mercúrio, porque era ele o que dirigia a palavra.
Atos 14:13 O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trouxe para as portas touros e grinaldas e, juntamente com as multidões, queria oferecer-lhes sacrifícios.
Atos 14:14 Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando
Atos 14:15 e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante à vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles;
Atos 14:16 o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos.
Atos 14:17 Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações.

Estou convencido que a carta apostólica de Paulo à Filemon, líder da igreja em Colossos, busca motivá-lo a praticar a verdadeira hospitalidade, superando a mitologia grega que oprimia os povos daquela região. 

Na Mitologia grega, Filemon foi um velho camponês, marido de Baucis, que recebeu junto com esta a visita do deus Júpiter em sua própria casa. Por tê-lo recebido bem, foram ambos poupados de um terrível dilúvio. O casal compõe uma espécie de casal primordial da mitologia grega. Devido à impiedade dos homens, o deus Júpiter fez com que uma enchente alagasse o mundo, escapando apenas este casal, o qual repovoou o mundo, vivendo até longa idade. Ao morrerem, viraram árvores gêmeas.

Faz parte dos mitos florais. Personagens que se transformaram em plantas ou árvores. O mito conta que Júpiter e Mercúrio foram recebidos pela humilde casal após não acharem lugar no vilarejo. Durante o serviço de alimento e bebida, o casal ficou assombrado ao ver que o vinho, à medida que era servido, renovava-se no jarro.

Tomados de terror, Baucis e Filêmon reconheceram seus hóspedes celestiais, caíram de joelhos e imploraram perdão pela pobreza do acolhimento. Possuíam um velho ganso, que conservavam como guardião de sua humilde choupana, e acharam que ele poderia ser sacrificado em honra dos hóspedes. Mas o ganso, muito ágil, correndo e batendo as asas, escapou à perseguição dos velhos e, afinal, refugiou-se entre os próprios deuses. Estes não permitiram que ele fosse morto, e disseram: — Somos deuses. Esta aldeia inospitaleira sofrerá a pena de sua impiedade. Somente vós escapareis ao castigo. Deixai esta casa e vinde conosco para o alto daquele monte.

Os dois apressaram-se em obedecer e, apoiados em seus bastões, puseram-se a galgar a íngreme subida. Estavam à distância de um tiro de seta do alto, quando, voltando os olhos para trás, avistaram toda a região transformada num lago, estando de pé apenas sua casa. Enquanto maravilhavam-se com esse espetáculo e lamentavam o destino de seus vizinhos, sua velha casa transformou-se num templo. Colunas tomaram o lugar dos rudes postes, o colmo tornou-se amarelo e transformou-se num teto dourado, o chão cobriu-se de mármore, as portas enriqueceram-se com baixos-relevos e ornamentos de ouro.

filemon e baucisEntão Júpiter falou, com benevolência: — Excelente velho, e tu, mulher, digna de tal marido, dizei-me quais são os vossos desejos. Que favor quereis de nós? Filêmon consultou Baucis, durante alguns momentos, depois manifestou aos deuses seus desejos comuns: — Queremos ser os sacerdotes e guardiães deste vosso templo. E, como passamos toda a nossa vida com amor e concórdia, desejamos que a mesma hora exata nos tire a ambos a vida, e que eu não viva para ver o túmulo de Baucis, nem ela para ver o meu. Seu desejo foi satisfeito. Os dois foram os guardiães do templo enquanto viveram. Quando se tinham tornado muito velhos e estavam um dia de pé diante da escada do edifício sagrado, contando a história do lugar, Baucis viu Filêmon começar a cobrir-se de folhas, e Filêmon viu Baucis transformar-se da mesma maneira. Tufos de folhas já haviam crescido em suas cabeças e os dois continuavam a trocar palavras de despedida, enquanto podiam falar.

Para os germânicos representava o infortúnio e a ressurreição, pertencendo à deusa Freya, a Vénus nórdica, chefe das Valquírias e Senhora da magia e da adivinhação. No “Mito dos Nibelungos”, um conjunto de lendas nórdicas e germânicas, Siegfried, o herói, depois de matar o dragão que guarda o anel, banha-se no seu sangue para se torna invencível, mas uma folha de tília ao cair, cola-se-lhe entre as omoplatas impedindo o contacto do sangue com a sua pele, tornando-o vulnerável à lança de Hagen. O seu corpo é enterrado debaixo de uma destas árvores. Antes da 1ª Guerra Mundial era costume no Somme, os noivos caminharem debaixo de duas dessas árvores que tivessem crescido juntas, para terem um casamento feliz, e até à 2ª Guerra, a cidade de Berlim orgulhava-se da sua Unter den Linden (Sob as Tílias), uma alameda ornada de filas destas árvores seculares e imponentes.

É debaixo das suas copas que as fadas aparecem nas noites de Verão sendo também o esconderijo dos duendes. Na antiga Grécia e entre os povos eslavos era a residência da deusa do amor, e na Irlanda diz-se que aquele que adormecer debaixo de uma árvore destas será transportado para a terra das fadas.

Anúncios