O Brasil vive um momento de reformas, buscando reequilibrar suas contas públicas. O mundo vive uma guerra comercial entre EUA e China com efeitos não previsíveis. Muitas nações estão preferindo acordos bilaterais devido as instabilidades de seus blocos comerciais. Todas as nações prósperas diminuíram sua carga tributária para promover mais crescimento. Decerto, fatores externos como guerras e mudanças climáticas provocavam mudanças fortes. Porém, fatores internos como corrupção, epidemias e falta de educação básica limitavam o crescimento econômico.

O Brasil precisa enfrentar sua desigualdade com menos privilégios para o funcionalismo público, com melhor ambiente para desenvolvimento de negócios e empreendedores e um equilíbrio das contas públicas.

A atividade missionária brasileira está sofrendo com a desvalorização do real e está revendo seus projetos de envio. As atenções se voltam para as possibilidades de estudantes no exterior e profissionais que se lançam para desenvolver negócios na Ásia e África.

O apóstolo Paulo, na sua carta à igreja em Roma, reconhece que os tributos eram uma realidade a ser enfrentada: “Por esta razão também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.” (Rom 13:6)

O Senhor Jesus atendeu essa exigência do seu tempo: “Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um denário.” (Mateus 22:19) Em outra ocasião, Jesus questionou os impostos cobrados por Herodes, no valor de 2 dracmas, para cobrir os custos de construção do Templo em Jerusalém: “Disse ele: Sim. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, perguntando: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra imposto ou tributo? dos seus filhos, ou dos alheios?” (Mateus 17:25).

Oskar Skarsaune em À Sombra do Templo, estima que a população de Jerusalém (dentro das muralhas) variava de 50 mil e 100 mil habitantes. Durante as Festas, a população praticamente dobrava. Skarsaune calcula ainda que, no tempo de Jesus, a população da Dispersão era 2,5 milhões de judeus e 1 milhão de não judeus prosélitos.

Os peregrinos coletavam os impostos de todos os parentes, no valor de meio ciclo entregue ao tesouro do Templo, uma vez por ano. A manutenção do Templo incluía o sustento de 18 mil sacerdotes e levitas, confecção têxtil para roupas e cortinas, produção de rolos da Bíblia, etc. Os peregrinos consumiam muitos produtos dos mercados de Jerusalém até mesmo o shekel do Templo, cunhada em Tiro sob controle de Roma.

O gerente de projeto Neemias, designado para reconstruir os muros de Jerusalém e conseguiu concluir em 52  dias, percebeu a gravidade do peso tributário:
“Entretanto, os governadores anteriores, aqueles que me precederam, haviam colocado uma carga pesada de tributos e impostos sobre a população, tomando do povo, todos os dias, 480 gramas de prata, além de comida e vinho. Até os seus servos passaram a oprimir e espoliar o povo. Contudo, por amor e honra a Deus não agi desta mesma maneira para com a população.” (Neemias 5:15).

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