Uma das efeitos do Avivamento que uma Sociedade experimenta é encontrar as causas básicas para realizar mudanças culturais. A operação Lava Jato salvou a Petrobras. Afastou governos de esquerda que tinham grande populismo. Criou ambiente para uma Reforma trabalhista e nova lei para as Estatais. Novas regras de cumpliance precisam agora ser atendidas por empresas.

O tema está em debate no mundo todo. Os países do Leste Europeu estão discutindo. Os países satélites da China. As antigas repúblicas da União Soviética. O capital está mais escasso e em poucas mãos. As Corporações estão desafiando a ideia de Estado-Nação. A Revolução industrial retornou para a China e Índia, após 200 anos liderada pela Inglaterra avivada e após 500 anos da Reforma Protestante.

Como criar um novo ambiente colaborativo, dinâmico e inovador que gere novas riquezas para o Brasil, com mobilidade social, controles de corrupção, Justiça ágil e famílias saudáveis? A participação de todas as Instituições precisa de estímulos e garantia de liberdades.

A comparação com as preocupações dos eleitores em 2014 deve ser inevitável. Penso que o combate à corrupção e seus limites, geração de empregos de qualidade e redução de impostos precisa ser a prioridade em 2018. A mudança cultural precisa ser enfrentada pelo paternalista estado do Rio de Janeiro antes de todos.

problemas 2014-brasil

O estudo da FGV é resultado de ampla entrevista feita com 1.568 pessoas em 108 municípios, entre os dias 19 e 24 de agosto. Dentre eles, 63% afirmam que a corrupção é o tema que mais os angustia no Brasil, sugerindo que a busca por um representante “honesto” será importante no debate de 2018.

Na pesquisa divulgada pela ONG Transparência Internacional, foram ouvidas 22.302 com idade superior a 16 anos em 20 países da América Latina e Caribe.

Oito em cada dez brasileiros concordam com a frase “se eu testemunhasse um caso de corrupção, eu me sentiria obrigado a reportá-lo”. O percentual do Brasil (81%) só fica abaixo daqueles do Uruguai (83%) e da Costa Rica (82%).

Outro aspecto positivo é que 83% dos brasileiros dizem que pessoas comuns podem fazer a diferença no combate à corrupção. É o maior percentual da pesquisa. Logo abaixo aparecem Costa Rica e Paraguai, ambos com 82%.

O Brasil também atinge a maior taxa na América Latina e Caribe no empenho para levar adiante um caso de corrupção: 71% dizem que passariam um dia num tribunal para relatar desmandos envolvendo suborno. Uruguai (70%) e Costa Rica (66%) aparecem depois do Brasil.

Corrupção América Latina

Relatar corrupção é um ato de coragem na América Latina, de acordo com o levantamento. Isso porque quase um terço dos que denunciam suborno (28%) dizem ter sofrido retaliações.

Na média do subcontinente, um em cada três habitantes da América Latina e Caribe declara ter pago propina acesso a serviços públicos, segundo o levantamento. O percentual é mais alto entre os mais pobres (30%) do que entre os mais ricos (25%).

 

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