PIB x Importância de religião

Por um lado, pesquisadores identificam um forte componente da influência religiosa na percepção de indicadores sociais entre muitas nações não desenvolvidas.

Em Economia das nações, a melhoria dos indicadores sociais se alcança com o crescimento do PIB. Isso ocorre quando algumas nações alcançam superávit de suas relações comerciais, boa negociação de suas dívidas e boa gestão de relação investimento sobre custeio.

Carlos Alberto Almeida destaca que no Brasil, apesar da mistura de raças, o país é, com certeza, uma invenção portuguesa. E, como tal, herdou o fatalismo religioso de origem católica, a noção de importância da família nas relações sociais e a ideia de que o espaço público não é de ninguém. Essas concepções também povoam nossas interpretações sobre a sociedade.

Algumas comunidades religiosas experimentaram avivamentos que conduziram à revoluções sociais relevantes. Observa-se nos países do Norte da Europa  locais de refúgio de protestantes e judeus sob perseguição constante desde a Era Medieval. Os EUA sob a influência dos puritanos, declararam sua independência e criaram uma nação religiosa, capaz de valorizar a prosperidade individual. Alguns países asiáticos se libertaram do isolamento confucionista para alcançar progresso econômico sustentável após a Grande Guerra mundial.

GDP religion 2011-2013

PIB x Cultura

Talvez a cultura que permeia toda uma nação esteja no cerne da percepção do que é felicidade. A religião é apenas uma dimensão da cultura que tem raízes históricas no próprio conceito distinto entre Civilizações.

Na Teoria das Dimensões Culturais, formulada por Geert Hofstede, o lado individualista acredita que as ligações entre os indivíduos são fracas e menos importantes. Na sociedade individualista, cada um “cuida do seu” . Em sociedades coletivistas, acredita-se que tudo é integrado em forma de grupos coesos, incluindo a família, que continua protegendo as pessoas em troca de lealdade. Nesse quesito, o Brasil tem um índice bem baixo (cerca de 25) que pode ser comparado com o Reino Unido e dos EUA (acima de 80).

O Brasil recebeu a influência da colonização de Portugal que demonstra ser o mais coletivista dos países europeus. Deste modo, a família extensa assume mais importância do que o indivíduo, a moral social mais valor do que o pensamento pessoal e as próprias empresas acabam por exigir amor à camisola. Portugal acredita na responsabilidade comum e dá pouca margem para a diferença.

Talvez a melhor solução é mover nossas comunidades para o centro do gráfico. Ou seja, mantermos nossa capacidade de atuar em coletivo mas criar mais espaço para as conquistas individuais.

PIB - culturas

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