Mateus 17:1-4 “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.

mico#9

O evangelista Lucas ao registrar o evento da Transfiguração indicou que era Festa dos Tabernáculos. Talvez o monte fosse o Tabor. Ao registrar o evento, Lucas acrescenta que Pedro “… não sabendo, porém, o que dizia”.

Não tenho dúvida que a igreja do 3º Milênio experimenta uma nova realidade na adoração. A igreja percebeu que ela possui esta capacidade e responsabilidade de conduzir sua comunidade à adoração. E o pastor de minha igreja frequentemente lembra que o Pai celestial procura por intercessores e adoradores. Penso que estes grupos de pessoas participam ativamente da dinâmica terra-céu. Jesus disse que os adoradores deveriam adorar em espírito e em verdade. Sim, as palavras do adorador não poderiam estar distantes de sua atitude.

Por causa dessa descoberta, somos atraídos a permanecer em adoração. Se possível, gostaríamos de passar horas! Isso é fácil para quem está dentro do Reino de Deus. Mas é complicado para quem está fora do Reino. A igreja precisa lembrar que tem os pés no chão. Precisa proclamar o evangelho e buscar a transformação de sua sociedade. O equilíbrio obtido na liturgia de nossos cultos influencia a nossa vida cotidiana.

Quando não há equilíbrio, os líderes de louvor podem se transformar nos verdadeiros líderes das congregações. E isso pode não ser bom. O equilíbrio entre o tempo de adoração, da pregação da Palavra e dos demais serviços precisa ser observado.

O Instituto Paracleto realizou entre 2008 e 2010, pesquisa sobre missão integral da igreja. Após conversa com o pastor e conforme o porte da igreja, distribuímos algumas dezenas de questionários para serem respondidos pelos membros da congregação.

Os resultados formaram o corpo do meu TCC do mestrado em Missiologia, obtido na FTSA. Em 2011, publicamos o livro Missão da Igreja: dimensões e efeitos. Eu segui as notas de aula do Doutor Charles Van Engen, coordenador do Prodola. Compartilhei aqui neste Blog, muitas páginas e desenvolvimentos de ideias sobre a Missão da Igreja.

Penso que muitos pregadores, ligados a setores de esquerda, utilizam os conceitos originais da Teologia da Missão Integral (TMI) com o propósito de apoiar a formação de um conceito doutrinário que emergiu entre teólogos latino-americanos. Para mim, é uma proposta alternativa para os evangélicos pobres latino-americanos. As igrejas protestantes tradicionais perceberam tarde demais que seu discurso estava diante de suas vidas confortáveis nos melhores bairros das grandes cidades brasileiras.

A TMI é uma contraproposta à Teologia da Prosperidade que, a princípio, não estava na pauta das Igrejas Pentecostais tradicionais. Porém, com a 3ª Onda de crescimento evangélico e o surgimento das igrejas Neo-pentecostais, o choque ideológico se tornou inevitável. Já comentamos aqui sobre o declínio da liderança do pastor Caio Fábio e a ascensão do pastor Silas Malafaia como processo histórico icônico.

A nossa proposta do livro foi apresentar uma 3ª via que passa por garantir uma vida saudável e dinâmica em nossas igrejas para que cada cristão e suas famílias tenham vidas relevantes na sociedade. Estou convencido que Avivamentos podem produzir disputa religiosa saudável através da liberdade religiosa e boa distância do Estado. Esse ambiente pode gerar um ambiente criativo e inovador para explorar novas riquezas.

O pregador precisa de doutrina para evitar que se torne um realejo, tocando repetidamente a mesma música.         Augustus H. Strong

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