Mateus 12:1-2 Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer.  Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.

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Provavelmente era o 1º Shabbat entre os sete que distavam a Páscoa da Festa de Pentecostes, 50 dias no total. Era preceito da Lei não recolher espigas de grãos que caíssem no solo durante a colheita. O objetivo era abençoar os pobres e migrantes. Os discípulos precisavam e Jesus os autorizou. Mas era Shabbat , ou Dia de Descanso. O confronto estava por vir. Estudiosos lembram que a Lei continha cerca de 613 leis para os diversos fins. E os fariseus eram o grupo mais radical e influente do seu tempo. E naquele tempo, como hoje, ser radical alcançava os noticiários. Os fariseus eram temidos pelo povo judeu. O retrato do poder dos fariseus se encontrava no Sinédrio.

Porém, Jesus estava decidido a enfrentá-los. Ele sabia que a melhor forma de derrotar um inimigo é torná-lo seu amigo. Ah, eu adoro a coragem de Jesus! Ele inicia uma série de embates sobre várias interpretações erradas, sim, vários micos que os fariseus pagavam e obrigavam outras pessoas a pagar. Ele lembra o exemplo de Davi que usou os pães destinados aos sacerdotes (1 Samuel 21.1-6) conforme Marcos narra: “…ocorreu nos dias de Abiatar, sumo sacerdote (Mr 2.26)”. O evangelista Lucas, no capitulo 6, verso 6, lembra que num outro Shabbat, Jesus curou um homem que tinha sua mão direita paralítica.

A pergunta era: o que poderia ser feito? O que poderia ser permitido? A resposta errada era: você não pode curar. Você não pode ajudar. Naquela fase de seu ministério, o Senhor Jesus estava decidido a reposicionar, em seu devido lugar, a interpretação do Shabbat e Mateus registra esta sequência de eventos com notável habilidade!

De modo similar me indago sobre o que não podemos fazer por causa da Teologia.  A teologia é fundamental para nossas vidas. Nossa linha teológica deve ser tracejada para verificarmos para onde estamos indo. A Teologia é uma caixa onde guardamos, de modo seguro, o que cremos e de onde retiramos quando precisamos mostrar em que cremos. É por isso que precisamos de uma boa teologia: segurança e prática.

Se eu pudesse parafrasear o verso 27 de Marcos 2, acho que ficaria assim: “…a Teologia é necessária por causa do homem, e não o homem por causa da Teologia de sorte que Jesus é Senhor também da Teologia”. Acho que ficaria contextualizado, não completo porque o Shabbat tem um amplo significado para o homem  e a Criação de Deus.

E sobre o evento na sinagoga, eu escreveria assim: “É lícito, pela sua Teologia, fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio. Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada”.

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