O Instituto Paracleto realizou entre 2015 e 2016 pesquisa para verificar os valores morais e opiniões dos cariocas sobre alguns temas que estão sob discussão na sociedade brasileira com decisões de suas Instituições.

58% dos cariocas opinaram que os sindicatos se prestam a fazer política, com pouca eficiência em relação a acordos coletivos e garantia de emprego.Os moradores da região Norte e Oeste são mais críticos quanto à atuação sindical enquanto que os moradores da Zona Sul entendem como importantes. Esse é um ponto de destaque: o perfil dos respondentes da Zona Sul pode ser de funcionários públicos que dependem do suporte sindical para manutenção de seus direitos.

De um modo geral, as mulheres acreditam mais na atuação sindical. Pode ser que a maioria dos funcionários públicos municipais e estaduais sejam do sexo feminino nas Áreas de Saúde e Educação. Portanto, nesses grupos, a atuação sindical é bastante requerida.

Sindicatos

A pesquisa sobre os valores dos brasileiros, realizada pelo Datafolha, mostrou que a utilidade dos sindicatos na sociedade foi o assunto que mais dividiu os brasileiros: 49% acredita que as organizações são importantes para defender os direitos dos trabalhadores, se opondo a 46% que veem os sindicatos como grupos que servem mais para fazer política que para defender a classe. Chama atenção o fato de que esta divisão se deu principalmente por classe social. Quanto menor a renda familiar, mais se dá credibilidade ao sindicato. Porém, o perfil do trabalho no Rio de Janeiro aponta para outra direção.

Entre os que recebem até dois salários mínimos, 53% defende que os sindicatos servem para defender os interesses dos trabalhadores, enquanto 41% acredita que as organizações servem para fazer política. A credibilidade dos sindicatos é inversamente proporcional à renda familiar, de modo que na faixa em que a renda é superior aos 10 salários mínimos, apenas 40% vê as organizações como defensora da classe, e 58% como meios de manobra.

As 6 maiores centrais sindicais brasileiras (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, NCST e CSB) alcançaram a marca de 9.818.853 trabalhadores associados em 2015. É quase o dobro do registrado em 2011, quando o número ficou em 5.301.325, um crescimento de 85,22%. Uma lei sancionado pelo ex-presidente Lula, em 2008, determina que 10% do arrecadado pelos sindicatos com o imposto recolhido de trabalhadores seja destinado às centrais. A CUT arrecadou R$ 340 milhões desde 2008. Em 2015, a Força Sindical recebeu R$ 40 milhões e a UGT R$ 37 milhões.


Juntas, Força e UGT congregariam 27% dos sindicatos, e sua arrecadação 2015 supera em 50% a da CUT. A Força tem sua base de sindicatos na indústria; a UGT é formada pelos ligados ao serviço.

A CUT possui 46% dos seus filiados em sindicatos de funcionários públicos, o que parece configurar uma elitização de sua estratégia. O Rio de Janeiro possui 237.831 servidores ativos e aposentados (140 mil), além de 90.688 pensionistas. O valor total da folha é de R$ 1,9 bilhão. São 160 mil servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro com 56 mil funcionários públicos inativos.

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