Peter Wagner, no livro Igrejas que oram, reconhece que ainda não foi encontrada uma correlação estatística entre a oração e o crescimento das igrejas locais. Porém, muitos líderes defendem a oração, não simplesmente como retórica, mas a oração em ação, com vistas ao crescimento de suas igrejas. Exemplificando, quando John Maxwell, pastor da Igreja Wesleyana Skyline, de San Diego, na Califórnia, que tinha acabado de adquirir (130 acres) uma vasta propriedade para suas novas instalações, fez uma confe­rência para pastores, intitulada “Seis Chaves para o Crescimento Eclesiástico”, a chave de número um foi a oração. Disse Maxwell: “De cada vez em que consegui um novo irrompimento no cresci­mento e na vida de minha igreja, o motivo disso foi a oração inten­cional, com esse propósito.”

Wagner sugere que a maior parte dos crentes não tem o hábito de medir suas orações. Dessarte, não chegamos a um consenso geral, como líderes eclesiásti­cos, sobre como quantificar a vida de oração comunitária de nossas igrejas. Minha sugestão quanto a isso é extremamente simples: Calcule a porcentagem daqueles que frequentam os cultos semanais de adoração e que também voltam à igreja pelo menos mais uma vez, durante a semana, para participarem das orações comunitárias.

Em nossa área do sul da Califórnia, a igreja que tem a reputação de ter as mais vividas reuniões de quartas-feiras à noite é a de Jack Hayford, a Igreja do Caminho. Na média, 29% de seus adoradores dominicais frequentam também essas reuniões de oração.

Wagner recorda do testemunho de Mel Tari que narrou um incidente durante o reavivamento da Indonésia de 1965-1970, quando ele e sua equipe foram chamados para ministrar em um funeral em Timor. Quando eles che­garam, o cadáver jazia fazia já dois dias; não havia sido embalsamado e o mau cheiro da morte era forte. Mas o povo, no funeral, acreditava que Deus ressuscitaria o homem dos mortos, e pediram que Mel Tari orasse.

Em vez de uma oração de petição, Tari preferiu uma oração de louvor. Ele pediu que o seu grupo formasse um círculo em torno do cadáver e entoasse um hino de louvor a Deus. Quando nada aconte­ceu, entoaram de novo o hino. Quando cantavam o hino pela sexta vez, alguns artelhos começaram a mexer-se. Na sétima vez, o homem abriu os olhos. E, na oitava vez, ele se levantou e andou! Naquela ocasião, o meio humano que Deus usou para manifestar a sua glória foi o louvor.

Durante quatro anos de ora­ções pelos bairros de Medellin que, incidentalmente, é o centro da Máfia da droga colombiana, o número de igrejas evangélicas aumen­tou de noventa e três para cento e quarenta, e o número de crentes aumentou em 133%, ou seja, de 4434 para 10350 pessoas.

Missão e Missões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O missionário Sergio Oliveira, falecido em dezembro de 2009, foi o missionário mais atuante que já conheci. Ele reunia características tradicionais e da geração X. Ele escreveu o livro África – Desafio de fé, que reúne experiências de um missionário que compatibilizava a missão integral dentro de suas ações missionárias. Ele criou o projeto Tenda da Paz, viajando por Moçambique e Botswana desde 1995. Ele conta como foi ousado em usar um campo de futebol, situado abaixo 10 metros do nível da rua, para montar a Tenda. Foi alertado que o campo enchia durante uma chuva. Pois durante três semanas, todos os dias, a Tenda enchia com 1.500 pessoas. Quando desmontaram, a chuva desceu e o campo encheu.

Na Tenda, ele oferecia atendimento médico durante o dia e realizava cultos à noite. Ele alerta: “Na cultura africana a tradição é muito forte, é difícil aceitar a Jesus e abandonar tudo.” Ela relata várias ocasiões que as mulheres escondiam amuletos no corpo, dificultando a libertação.

Sergio Oliveira, conta que “… morte na África é um evento especial. As pessoas pedem dispensa do trabalho. Deslocam-se por grandes distâncias. Quem não comparece ao sepultamento pode ser acusado de ter sido o mandante da morte, por feitiçaria. Eu estava em um cemitério realizando um sepultamento. Preguei, fiz apelo, pessoas se decidiram. Depois do enterro, fomos para a casa do morto. Na entrada, estava uma senhora com um balde de água. A pessoa que estava comigo disse: “Pastor, lave a mão”. Naquela hora, senti que devria perguntar a origem da água. Responderam: “esta água foi usada para dar banho no morto” (eles crêem que quem lava a mão naquela água fica protegido da morte, Não será o próximo a morrer). Eu disse: “Não vou lavar minha mão em uma água consagrada à feitiçaria.” Em outro enterro, pregamos que as pessoas não deveriam pegar areia para misturarem com água e depois beberem. O objetivo deste costume era de proteger contra a morte.

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