Em 1973, Daniel Batson e J. M. Darley, psicólogos americanos, resolveram fazer um experimento intitulado “O Bom Samaritano“. Cerca de 70 seminaristas, alunos de Teologia em Princeton foram convocados para participar de uma suposta pesquisa vocacional, para a qual deveriam preparar uma pequena palestra sobre o tema a ser designado. Metade deles recebeu como tema a passagem bíblica do Bom Samaritano e a outra metade um tema diferente.

Muitos psicólogos passaram a estudar o tema, especialmente após o assassinato de Kitty Genovese em Nova Iorque, em 1964. O silêncio da comunidade que não socorreu a vítima assustou a cidade e os EUA. Em junho de 1968, psicólogos fizeram um experimento simulando uma vítima caída dentro do metrô de Nova Iorque. Eles observaram que 62 pessoas foram ao encontro da vítima num total de 65 testes. Quando a vítima foi caracterizada como embriagada, o socorro espontâneo caiu para 19 entre 38 testes.

Voltando ao experimento no Seminário, alguns participantes foram informados de que deveriam se apressar pois estariam muito atrasados para dar a palestra (situação: muita pressa). Outros foram avisados de que o tempo era curto e que deviam se direcionar imediatamente para o destino (situação: pressa moderada). Por fim, os demais participantes receberam o aviso de que teriam tempo suficiente para chegar ao local da palestra e que talvez fosse necessário aguardar alguns minutos no local antes de serem chamados (situação: sem pressa).

Na entrada do edifício onde os seminaristas dariam a palestra, havia um indivíduo (ator) demonstrando evidências de estar atordoado, semi-inconsciente, necessitando ajuda (tal como na parábola original do bom samaritano). O objetivo do experimento era o de saber se os participantes, por uma disposição de caráter ou inspirados pela leitura da passagem bíblica, se motivariam a oferecer ajuda a esse desconhecido.

Estudantes atrasados para a palestra:

  • 60% passaram pelo homem caído sem lhe oferecer ajuda. Em vários casos, na pressa o estudante de teologia chegou a tropeçar ou mesmo pisar sem querer em cima do homem que atrapalhava seu caminho para o auditório. E tinham acabado de ler e estudar sobre a compaixão na Parábola do Bom Samaritano!!
  • 10% ofereceram ajuda.

Estudantes que não foram apressados para a palestra:

  • 63% ofereceram ajuda ao homem caído.

A conclusão dos psicólogos foi: “a única coisa que afeta a compaixão humana é o nível de pressa em nossas vidas”. E conforme a velocidade de nossas vidas diárias aumenta, a ética humanitária e a compaixão acaba se tornando algo escasso e que não é praticado no dia a dia.

A conclusão implícita foi de que os seminaristas mais apressados com suas atividades não reservaram parte de seu tempo para se praticar o que eles estavam desenvolvendo. Muitas vezes, precisamos repensar nossos hábitos religiosos e conceitos culturais. John Stott observou: “A maior preocupação dos fariseus era com eles mesmos e com sua ‘pureza’, enquanto a prioridade de Jesus Cristo era os outros.”

Outro grupo religioso do tempo de Jesus eram os saduceus. Era o grupo sacerdotal e aristocrático, devido ao seu poder político e aliança com os romanos, que governaram suas terras. Eram o grupo mais liberal e podem representar uma parte da igreja que busca tirar proveito das oportunidades mas não são convertidos. Na verdade, estão no mundo e não dispõem de nenhum tempo para atividades religiosas.

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In this famous parable, a Rabbi and a Levite ignore an injured man and pass by, with a Samaritan being the only one to stop and help.

In the modern world, this parable is becoming increasingly relevant. There are many examples of victims of crime being ignored and not helped; you just need to open a newspaper or watch the news on television.

With this in mind, in 1973, an experiment was constructed, by Darley and Batson, to test the possible facts behind this story and study altruistic behavior.

The variables to be tested were the relative haste of the participant, and how occupied their minds were with other matters; it has been argued that, because the thoughts of the Rabbi and the Levite were on religious and spiritual matters, they might have been too distracted to stop and help.

The experiment was constructed as follows:

The experiment researchers had three hypotheses that they wanted to test;

  1. People thinking about religion and higher principles would be no more inclined to show helping behavior than laymen.
  2. People in a rush would be much less likely to show helping behavior.
  3. People who are religious for personal gain would be less likely to help than people who are religious because they want to gain some spiritual and personal insights into the meaning of life.

Religious studies students on a study course were recruited for this experiment, and had to fill in a questionnaire about religious affiliations and beliefs, to help evaluate and judge the findings of hypothesis 3.

The students were given some religious teaching and instruction and then were told to travel from one building to the next. Between the two buildings was a man lying injured and appearing to be in desperate need of assistance.

The first variable in this experiment was the amount of urgency impressed upon the subjects, with some being told not to rush and others being informed that speed was of the essence.

The relative mindset of the subject was also tested, with one group being told that they would be giving lectures on procedures in the seminary, the others that they would be giving a talk about the ‘Good Samaritan’.

The experimenters constructed a six point plan of assessing helping behavior, ranging from apparently failing to even notice the victim, to refusing to leave until help was found, and the victim was in safe hands.

The results of the experiment were interesting, with the relative haste of the subject being the overriding factor; when the subject was in no hurry, nearly two thirds of people stopped to lend assistance. When the subject was in a rush, this dropped to one in ten.

People who were on the way to deliver a speech about helping others were nearly twice as likely to help as those delivering other sermons, showing that the thoughts of the individual were a factor in dictating helping behavior.

Religious beliefs did not appear to make much difference on the results; being religious for personal gain, or as part of a spiritual quest, did not appear to make much of a noticeable impact on the amount of helping behavior shown.