No meu livro MISSÃO DA IGREJA: dimensões e efeitos, comentei sobre o uso coerente de ofertas financeiras nas Organizações e Igrejas. Essa postura pode ajudar no combate a corrupção nos países. O Senhor Jesus ensinou: “… por se multiplicar a corrupção, o amor de muitos esfriará.” Mat 24:12 A frieza espiritual tem raiz na corrupção e permite seu crescimento. É natural que muitos pastores e sacerdotes temam os efeitos desse livro entre os frequentadores de suas congregações.

Durante mais de 10 anos trabalho em uma Gerência de contratação de serviços na Petrobras. Muitas vezes, as licitantes faziam perguntas conflitantes ou repetidas. Costumo dizer que cada pergunta dos licitantes poderia custar R$ 1 milhão nos contratos se cláusulas fossem mal redigidas ou negociadas. É um erro comum dizer que a maior parte dos erros contratuais está na fase de gerência e fiscalização. Na verdade, muitos contratos têm falhas conceituais ou de projeto. Portanto, é necessário uma legislação que torne as subcontratações mais formais e terceirizações mais objetivas. Está na hora dos técnicos da área falarem pois o pacote do Governo contra a corrupção é conceitual e não atinge a lei de licitações e seu rito ético.

A pressa em obras, compras, decisões é amiga da corrupção. A pressa em projetos, leis, orçamentos é inimiga da perfeição.

Se a avareza é a raiz de todos os males, então a corrupção é seu tronco. O Brasil tem a Mão de Deus para mudar suas bases. O povo quer isso.

Corrupção e ofertas

Um levantamento divulgado pela consultoria Ernst & Young no começo de junho de 2013, com 1,75 mil empresários de diversos países, sendo 50 brasileiros, mostrou que 39% deles veem a corrupção como algo comum no país onde trabalham e 15% acham justo pagar propina para ganhar novos contratos. Mas a pergunta é: o que motiva esse tipo de comportamento? Por que empresários de multinacionais respeitadas concordam em se expor tanto sabendo que o risco de ser pego é cada vez maior e as consequências cada vez mais duras?

Uma nova pesquisa conduzida por um grupo de estudiosos das universidades de Cambridge, na Inglaterra, e Hong Kong, na China esmiuçou 166 famosos casos de corrupção em 52 países entre 1971 e 2007.  As construtoras ou empreiteiras são as empresas que aparecem no topo do ranking da propina. Segundo o estudo, elas representam 27,7% dos que ‘molham a mão’ dos desonestos que decidem.

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