Um grupo relevante de especialistas se acomodou nas empresas estatais de Energia elétrica e se orgulhavam da grande disponibilidade hidrelétrica. Penso que eles arriscaram o futuro do Brasil. A recente depressão industrial foi permitida pois o país não teria condições de enfrentar 2015 e 2016 sem grandes apagões. Seu interesse era manter-se no poder, vendendo uma aparente calmaria com redução da tarifa em 2014. Por ironia do destino, a nova crise de energia caiu nas mãos dos maiores críticos. Eles deverão ser julgados por incompetência e afastados de modo definitivo da área.

Os maiores críticos do governo FHC diziam que entre 2003 e 2007 o preço médio da energia no Brasil teria de subir cerca de 60% mais que a inflação. Mas não fizeram por razões políticas. O barril de petróleo tipo Brent era cotado a US$ 29,07.

A existência de um modelo híbrido (com presença estatal e privada) no modelo elétrico era fundamental no curto prazo para que o país saisse da crise em que se encontrava. Mas, depois de acabada a escassez, especialistas e empresários divergiam sobre o papel do Estado e das privatizações no setor. A maioria se acomodou no Sistema híbrido.

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