Nos relacionamentos entre as pessoas, razão e emoção desempenham seu papel. A afetividade, ou seja, a demonstração das emoções ou a imparcialidade emocional. Os membros da cultura afetivamente neutra não revelam seus sentimentos, mas os mantêm controlados e reprimidos. Por outro lado, nas culturas com grau de afetividade as pessoas demonstram seus sentimentos; entretanto, isto não quer dizer que as culturas neutras são frias ou sem sentimentos. A natureza das intenções deve ser objetiva e imparcial ou é aceitável expressar emoção? Em países da América do Norte os relacionamentos empresariais são geralmente instrumentos para se chegar ao fim, as emoções são reprimidas, pois acreditam que podem atrapalhar as negociações; mas nos países do hemisfério Sul os negócios são questões humanas e toda gama de emoções é considerada apropriada.
Danièle Hervieu-Léger tem insistido nas relações entre os surtos emocionais contemporâneos e o processo de secularização. Para ela, vive-se hoje o fortalecimento da religião vista como “comunidades emocionais”. A porta das emoções se tornou uma das “saídas” para a religião. Essa efervescência emocional, no interior do que Rubem Alves chamou de “Protestantismo da Reta Doutrina”, torna cada vez mais aguda a tensão entre a experiência religiosa emocional e os processos de domesticação institucional das emoções.
Portanto, as Instituições religiosas dos países menos emocionais passaram por crises, avivamentos, apatias e guerras em séculos passados. Estes ciclos trocaram influências com outras Instituições e seus Estados-Nações. Nações se tornaram desenvolvidas na medida em que aprenderam lições com esses Ciclos, beneficiando suas Instituições e Economia.

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Recentemente saiu uma pesquisa bastante curiosa: como andam as emoções ao redor do mundo? Quais os países que são mais (ou menos) “emocionais”? Desde 2009, a empresa de sondagens Gallup pesquisou pessoas em 150 países e territórios e, entre outras coisas, sua experiência diária emocional. Ekman (2011) já citava que os estados emocionais dos ocidentais diferem dos orientais, entretanto, a pesquisa feita pela Gallup foi além disto, pois tentou aprofundar ainda mais tal percepção.

O estudo perguntou para entrevistados em 150 países se, no dia anterior, eles haviam experimentado cinco emoções positivas (sensação de descanso, de ser tratado com respeito, de felicidade, ter dado risadas ou gargalhadas, aprendido a fazer ou ter feito algo interessante) ou cinco emoções negativas (raiva, estresse, tristeza, dor física e preocupações).

O país “menos emocional” considerado foi Cingapura. Uma das razões para isso seria que a neutralidade emocional é utilizada no combate ao estilo de vida…

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