A Copa do Mundo de futebol, realizada no Brasil, mostrou números impressionantes de audiência. Percebi um esforço dos jogadores de futebol para se tornarem celebridades nas Mídias sociais. Pode ser que uma das ferramentas de avaliação do desempenho dos jogadores, clubes e seleções seja fora do campo. E você pode estar contribuindo sem saber.

Quando uma empresa está em processo de contratação de um novo funcionário, é natural que haja alguma diligência a fim de verificar se toda a informação listada na currículo do candidato é verídica. E na era digital, é mais natural ainda que os gestores de recursos humanos acompanhem de perto a atividade (ou falta dela) dos candidatos nas redes sociais. De acordo estudo realizado recentemente, o perfil no Facebook ”pode ser uma excelente fonte de informação para um potencial empregador, podendo, inclusive, ser um importante indicador do futuro desempenho no emprego”.

A conclusão é do estudo “Incremental Validity of Social Media Ratings to Predict Job Performance”, conduzido por Katelyn Cavanaugh e Richard Landers, investigadores da Old Dominion University, nos Estados Unidos. A pesquisa foi realizada com 146 alunos da universidade, que estavam empregados, por meio de um teste de personalidade on-line. O questionário perguntava sobre as características que eles pensavam ter. Eles também concordaram em ter seus perfis de mídia social examinado por uma equipe de observadores, que os classificou em um conjunto de características que variavam de afabilidade para neuroticismo.

Segundo os investigadores, não apenas os traços de personalidade detectados no perfil social apresentaram-se como um forte indicador do desempenho destes estudantes no emprego, como também foi verificada uma correlação mais forte do que os resultados obtidos em um mero estudo de personalidade. ”Os traços representados no perfil noFacebook podem ser mais relevantes numa situação de emprego ou acadêmica, pois estes perfis absorvem mais das componentes sociais necessárias para o desempenho no emprego ou as que podem, por exemplo, impedir o sucesso acadêmico.”, defendem Cavanaugh e Landers.

Segundo o site Business Insider, a pesquisa mostra dois traços de personalidade úteis na vida profissional, que são mais facilmente observados nas redes sociais: consciência e extroversão. A consciência, de acordo com os pesquisadores, é o que mais indica sucesso no trabalho e refere-se a hábitos como pontualidade, organização e obediência. A extroversão refere-se a quanto uma pessoa gosta de passar tempo com outras pessoas. É uma característica fundamental para um vendedor, e menos importante para um desenvolvedor de software, por exemplo.

Essas métricas foram depois comparadas com o desempenho dos estudantes no local de trabalho. Conclusão? Não só os traços de personalidade detectados no perfil social eram um forte indicador do desempenho dos estudantes no emprego, como apresentavam uma correlação mais forte dos que os resultados do estudo de personalidade.

Para Katelyn, no Facebook se pode encontrar não só informações atuais, mas também um registro do comportamento passado dessa pessoa. “Não se pode capturar a história de alguém em um único teste de personalidade”, disse ela ao Business Insider. Para Landers, testes de personalidade são mais fáceis de falsificar. “Os candidatos podem descobrir o que a empresa quer que eles sejam e responder a partir disso.”

Mas isso não significa que uma rápida olhada em um perfil possa dar uma visão profunda sobre como alguém vai se comportar no trabalho. Para Landers, neste sentido, é preciso ter uma dúzia ou mais de pessoas fazendo julgamentos sobre o perfil, “porque todo mundo tem sua própria interpretação sobre o que constitui a extroversão ou a consciência”. Os pesquisadores também não acreditam que a análise das redes sociais substituam outros testes. Para eles, é recomendável usar as duas ferramentas.

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