Cálculos do Conselho de Pastores de Goiânia indicam que existam cerca de 70 denominações evangélicas em Goiânia, que possuem mais de 2 mil pontos de culto. A multidão de fiéis já se aproxima das 500 mil pessoas na capital, número estimado pelo Conselho de Pastores de Goiânia. A estimativa, aliás, corrobora pesquisa realizada no último trimestre do ano passado pelo Ipsos Estudos Marplam/EGM. O levantamento indicou que 36% da população com mais de 13 anos de idade da capital e de alguns municípios da Grande Goiânia seriam evangélicos. Dados do último Anuário Católico do Brasil, de 2009, indicam que a Arquidiocese de Goiânia, que engloba a capital e vários outros municípios, possui 108  paróquias (existem também as comunidades e capelas que não estão aqui numeradas) e 234 padres. Já os evangélicos apresentam números de mais de 2 mil igrejas e mais de 12 mil pastores na capital.

Goiânia católicosGoiânia pentecostaisConforme os dados do Censo de 2000, Goiânia, com 60,8% dos habitantes se declarando católicos, era a capital brasileira analisada que já apresentava o menor percentual de fiéis daquele grupo religioso, Com uma perda de -13,5 pontos percentuais, entre 1991 e 2000. Trata-se da terceira diminuição mais acentuada, inferior apenas à de Manaus e à de Salvador. Dentre as religiões que integravam o grupo dos evangélicos de missão, os batistas são os mais importantes, reunindo 2% da população, seguidos pelos presbiterianos, com 1,4%.

Os grupos pentecostais, com 16% de fiéis, Goiânia ocupavam o primeiro lugar entre as capitais brasileiras, quanto à importância dessa confissão religiosa, o que indica que essa mudança no perfil religioso de sua população já havia começado nos anos 1980. Dentre as religiões pentecostais existentes na capital goiana, a Assembleia de Deus dominava amplamente com 9,1 % dos habitantes, seguida, de longe, pela Igreja Universal do Reino de Deus e pela Congregação Cristã do Brasil.

A proporção de evangélicos nas faixas mais medianas (classe C) da população ocorreria em  Goiânia, diferentemente de outras capitais, como o Rio de Janeiro, com grande parcela de evangélicos nas classes mais baixas (D e E), porque existe por aqui  um pentecostalismo direcionado para as faixas médias e também mais altas da sociedade.

O número de evangélicos em Mato Grosso do Sul, no Censo anterior, era de 378.654 habitantes, já em 2010 passou a ser de 648.831. Em percentuais, o aumento foi de 18,2% para 26,4% do total da população, demonstrando também ascensão a partir da década de 1980. Dentre as capitais brasileiras, Campo Grande tem a sétima maior proporção de evangélicos: 30,5%.  São 405 mil católicos contra 55 mil evangélicos. Dos evangélicos, 60,0% são de origem pentecostal, 18,5% de missão e 21,8% não determinados.

Campo Grande católicosCampo Grande pentecostaisConforme os dados do Censo de 2000, Campo Grande (MS), com 64,5% de católicos na população, era uma das capitais brasileiras analisadas que apresentavam um dos menores percentuais de dessa confissão religiosa. Com uma perda de -12,5 pontos percentuais, entre 1991 e 2000, nota-se que esta tendência ao declínio teve início nos anos 1980. Dentre as religiões que integram o grupo dos evangélicos de missão, os batistas são os mais importantes, com 3,5% da população, seguidos, de longe, pelos adventistas, que reúnem apenas 1,7% de fiéis.

Os grupos pentecostais correspondiam a 13,7% da sua população, portanto, situava-se em 4° lugar entre as capitais brasileiras quanto à importância desse grupo religioso. Observou-se, ainda, que a porcentagem de pentecostais dobrou entre 1991 e 2000, ao se registrar um aumento de +6,9 pontos percentuais. Dentre as igrejas pentecostais existentes na capital de Mato Grosso do Sul, a Assembleia de Deus é a mais importante, com 4,6% dos habitantes, seguida pela Igreja Universal do Reino de Deus, com 2,9%, e pela Congregação Cristã do Brasil, com 2%.

Em Campo Grande (MS), existe uma rua que se destaca por ter 11 igrejas evangélicas diferentes. Localizada entre os bairros Parque do Lageado e Dom Antônio Barbosa, a rua Anselmo Selingardi tem atraído as mais diferentes denominações. Uma reportagem de um Blog contou seis igrejas de ministérios da Assembleia de Deus, três igrejas pentecostais, uma igreja católica e uma neopentecostal de nome “Igreja Internacional Cristo Reina”. De acordo com o Blog, o bairro é bastante violento e tem muita influência do tráfico de drogas. Os moradores da rua acreditam que as igrejas estão ali para proteger a população.

Segundo estudos da Boston Consulting Group-BCG (2003), apresenta o consumidor brasileiro típico da classe C, é o que possui o equivalente a um ou dois televisores, máquina de lavar, geladeira, automóvel e um banheiro. Além disso, tem escolaridade ginasial, completa ou incompleta. Outra forma de cálculo é baseada na renda. Por esse método, um domicílio de classe C possui renda mensal familiar de quatro a dez salários mínimos (R$ 800 a R$ 2.000) domicílios e é constituída por cerca de 30% dos domicílios do País. Esta classe é responsável por 28% do consumo nacional, equivalente a R$ 226 bilhões por ano em compras. Alimentação e moradia são os itens que mais consomem os recursos da classe C: respondem por 65% dos gastos mensais. Na Grande Goiânia, são mais 520 mil pessoas que passaram a integrar a nova classe social, totalizando agora quase 875 mil pessoas, o que já representa 50% da população consumidora.

A expansão econômica pode ter sido um dos principais motivos que levaram o Centro-Oeste a registrar as maiores taxas de aumento populacional das últimas três décadas – Campo Grande (MS), Cuiabá (MT),Goiânia (GO ) e Brasília (DF) foram as metrópoles que mais cresceram no país entre 1970 e 2000. A cidade que mais inflou, em termos populacionais, nas três últimas décadas, foi Campo Grande.Em 1970, a capital do Mato Grosso do Sul contava 140 mil habitantes. Em 2000, eram 663 mil, quase cinco vezes mais.Cuiabá viu sua população aumentar de 226 mil para 1 milhão e, em Goiânia, o salto foi de 450 mil para 1,6 milhão no mesmo período. No Distrito Federal e no seu entorno,os moradores somavam 761 mil em 1970. Em 2000 eram 2,9 milhões. Somente essas quatro áreas abrigaram 4,7 milhões de habitantes adicionais nos últimos 30 anos.Acolhem quatro vezes mais gente hoje do que em 1970. Suas taxas de crescimento populacional variaram de 4,3% a 5,2% ao ano, enquanto a média nacional foi de 2,7%.

O bom desempenho do agronegócio, principal atividade econômica da região Centro-Oeste, é considerado o grande motor dessa explosão. O diagnóstico foi apresentado no estudo “Um exame dos padrões de crescimento das cidades brasileiras”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com o Banco Mundial (Bird) e a Universidade Brown, nos Estados Unidos.Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que de 1985 a 2003 o Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu 103%.Quase o dobro da média nacional registrada no mesmo período, de 55%.

Dados divulgados no anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) em parceria com a Aequus Consultoria, indicaram que Goiânia, Campo Grande e Cuiabá foram as cidades do Centro-Oeste com os maiores investimentos na área de Educação em 2011. Os montantes aplicados foram de R$ 488,3 milhões, R$ 416,4 milhões e R$ 225,4 milhões, respectivamente. A pesquisa traz dados sobre o volume de recursos aplicados na pasta pelos municípios brasileiros e demonstra um crescimento de 6,6%, na Região Centro-Oeste, em relação ao valor investido em 2010, atingindo um montante de R$ 5,3 bilhões em 2011.

Em pesquisa realizada pela Proteste, em 2012, sobre a percepção da qualidade de vida de 21 capitais do Brasil, todos os entrevistados de Goiânia e Campo Grande afirmaram que os filhos tiveram a oportunidade de estudar o que desejavam em sua própria. Levantamento da Fecomercio/SP sobre endividamento das famílias brasileiras, as cidades de Campo Grande (46%) e Goiânia (43%), além de estarem abaixo da média nacional, entram na lista das cinco capitais com menores taxas porcentuais de endividamento, liderada pela capital baiana, Salvador, com 40 % de famílias endividadas.

FONTES:

http://www.goiasnet.com/diversidade/com_report.php?IDP=30225

http://www.boasnovaspb.com.br/rua-em-campo-grande-tem-11-igrejas-evangelicas-diferentes/

http://www.consciencial.org/images/Artigos/qualidade-de-vida-nas-cidades.pdf

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=994:reportagens-materias&Itemid=39