Estou convencido que os Sindicatos patronais e de trabalhadores atuam explicitamente para impedir as reformas tributárias, política e trabalhista. O objetivo é aproveitar as brechas legais para conseguir ingresso de empregados terceirizados em Estatais e Órgãos públicos. Realmente, é uma crime lesa-pátria.

Outra atuação crescente busca a estatização dos transportes públicos. Isso significa o aumento exponencial da quantidade de servidores públicos nos sistemas ferroviários e rodoviários das regiões metropolitanas brasileiras. Imagine se a ideia é replicada para os mais de 5 mil municípios brasileiros?

Qual é a solução dos transportes públicos? Estado mínimo e fiscalização máxima. As Agências reguladoras são pouco atuantes e aparelhadas para atuar de modo ativo e não punitivo. Temos uma dificuldade geográfica para atrair bons investidores e empresas do Hemisfério Norte mas precisamos inovar. Temos terra e gente. Isso é poder.

A semana começa, no Rio de Janeiro, com acidentes nos BRTs. Parece ser uma boa solução para escoar o trânsito mas falta proteções contra a irresponsabilidade de motoristas perigosos.

Reprodução da capa do Extra

A estatização dos transportes públicos pode apresentar uma melhora por certo período. Seria vantagem para trabalhadores, políticos e empresários que resolveriam suas dívidas. A estatização é boa por curto período. Após algum tempo, veremos mais greves, mais desleixo, mais prepotência e menor manutenção. O Rio de Janeiro pode lembrar o caso da CTC quando o ex-governador Leonel Brizola estatizou o sistema de ônibus. Foi um caso de sucesso e  fracasso.

A prefeitura de São Paulo estuda a estatização dos transportes. Pode ser uma atitude eleitoral para 2014. Pode representar a submissão de uma mega-cidade aos caprichos de poucos líderes. O transporte de uma cidade precisa ter várias opções para a população. Ela deve ser tratada com respeito pelos especialistas e políticos. Quando o Rio de Janeiro permitiu o aumento das Vans nos anos 90, isso quebrou o poder do sindicato patronal dos ônibus. O golpe mortal veio com a reativação crescente do transporte por trens. O aumento inesperado de usuários de trens revelou o problema do metrô carioca: os trens estavam velhos e com manutenção precária. A correria foi grande. Os presidentes das Concessionárias caíram e outros diretores. Mas ainda há pontos de melhoria.

A Supervia precisa de uma oxigenação em seus quadros com a contratação de empregados jovens. Parece que há muito corporativismo nos bastidores dessa concessionária. Uma atuação mais presente da AGETRANSP e ANTT poderia influenciar para uma renovação e agilidade administrativa. É preciso retornar com os horários fixos. Imagine uma série de problemas recorrentes. Trens quebrando, acidentes, inspeções constantes, reclamações e quebradeiras. Parece um caos ou uma estratégia para provocar a intervenção estatal?

Anúncios