“As canetas e os livros são as armas mais poderosas que existem”. Foi assim que Malala Yousufzai prosseguiu, semana passada, na Assembléia Geral da ONU o combate que quase lhe custou a vida, há nove meses, no Paquistão. A jovem, que sobreviveu a um atentado Talibã quando se dirigia para a escola, defendeu o direito à educação universal num discurso que coincide com o seu 16° aniversário.

MalalaFrente à família, a vários responsáveis da ONU e a mais e 500 crianças de todo o mundo, a jovem paquistanesa atacou-se igualmente ao terrorismo e ao fundamentalismo religioso que impede milhões de raparigas de acederem à educação básica.

“No dia 9 de outubro de 2012, os Talibã alvejaram-me no lado esquerdo da testa. Também dispararam sobre os meus amigos. Pensavam que aquela bala nos iria silenciar. Mas desse silêncio sairam milhares de vozes. Os terroristas pensaram que podiam mudar os meus objetivos e ambições. Mas nada mudou na minha vida, à exceção disto. A fragilidade, o medo e o desespero morreram. A força, o poder e a coragem renasceram”.

“Eu não sou contra ninguém, nem estou aqui para vingar-me dos Talibã ou de qualquer outro grupo terrorista. Estou aqui para defender o direito à educação para cada criança”.

A jovem paquistanesa entregou igualmente uma petição com 4 milhões de assinaturas que apela à ONU para que concretize o objetivo de uma educação gratuita e universal para todas as crianças até 2015, num momento em que cerca de 57 milhões de menores em todo o mundo permanecem sem acesso a uma educação básica.

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