Segundo o O Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã (BEPEC), os grupos que de fato cresceram e “empurraram” o conjunto no seu crescimento de 10,76% são justamente os Adventistas, uma confissão de fé muito distinta dos demais protestantes históricos e o grupo dos Batistas apresentando uma diversidade doutrinária muito grande e um percentual presumidamente elevado de classificações de pertencimento muito distantes doutrinariamente dos batistas tradicionais.
Segundo o Censo IBGE 2010, o Brasil tinha 1.561.071 adventistas. Desses, 55% eram mulheres, 48% eram pessoas pardas e 43% brancas, 42% tinham de 15 a 39 anos, e 86% moravam na zona urbana.  Manaus era a capital que apresentava a maior representatividade adventista e o Rio de Janeiro a menor. Outra informação é que de 2000 para 2010, o número de adventistas saiu dos 1.209.842 pessoas e cresceu 29%. Isso representou o segundo maior crescimento entre o grupo Evangélicos de Missão.

Com o expressivo crescimento da TV Novo Tempo, que hoje chega a 60 milhões de pessoas, os templos adventistas têm sido procurados como uma extensão da emissora.  Além de estar disponível no canal 14 da Sky, em São Paulo, a programação adventista chega em sinal aberto para quase 200 cidades paulistas.

Segundo o Censo IBGE 2010, o Brasil tinha 3.723.853 batistas, divididos em grandes Agrupamentos. Em 2012, os líderes da Convenção Batista do Sul dos EUA, que congrega 16 milhões de fiéis, decidiram por uma maioria de dois terços, na reunião anual do grupo, se separar da comunidade mundial, o que representa o auge de uma década de crescentes diferenças teológicas. Paige Patterson, membro do comitê executivo dos Batistas do Sul, citou “uma contínua tendência à esquerda” na Aliança Mundial como motivo do rompimento. O grupo norte-americano ajudou a fundar a Aliança em 1905, em Londres, e hoje a entidade global dos batistas diz reunir mais de 100 milhões de membros.

Segundo Patterson, um sinal da corrupção da Aliança é sua ligação com outro grupo dos EUA, a Convenção Batista Americana, que defende a presença de homossexuais na igreja e ordenação feminina de pastores. Há um ano, a Convenção Batista do Sul reduziu a sua contribuição anual à Aliança Mundial de 425 para 300 mil dólares, verba que agora será definitivamente cortada.  Recentemente, o pr. Fausto Vasconcelos conclamou um movimento de unidade entre os batistas no mundo, com evidentes repercussões para o Brasil.

De 1991-2000 os evangélicos em geral cresceram cerca de 120%, porém, na década de 2001 a 2010 os evangélicos cresceram aproximadamente 62%. Os dados mostram que o Pentecostalismo puxou o crescimento, evidenciando estagnação e declínio das igrejas Evangélicas de Missão. Os pastores dessas igrejas assistem o envelhecimento de sua congregação, de certa forma satisfeitos com o reduzido número de membros e despreocupados com a falta de sustentabilidade da congregação para seu sucessor.

Não dá para tratar uma expansão tão acentuada como algo banal ou como a expressão de um enfraquecimento deste segmento religioso”, afirma a socióloga Christina Vital, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Parte das análises sobre os dados de religião do Censo 2010 nos conduzem para uma conclusão: o crescimento evangélico atingiu o seu auge. O Brasil que tem sua identidade social e cultural amplamente atravessada pelo cristianismo católico. Das últimas décadas para cá, vem sendo afetado pela cultura evangélica seja através do mercado gospel,seja através da articulação de uma gramática tão singularmente acionada pelos seus fiéis. Sendo assim, é comum escutarmos expressões como “só Jesus”; “fulano é um abençoado”, “o sangue de Jesus tem poder”, “tá amarrado”, entre outras.

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