Neste sábado, foi cancelada a suspensão temporária das atividades da IURD em Angola. Por falta de legalização, o governo angolano decidiu suspender outras seis igrejas evangélicas: a Igreja Mundial do Poder de Deus, Mundial do Reino de Deus, Mundial Internacional, Mundial da Promessa de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém. O motivo alegado para a suspensão destas outras foi o fato de serem dissidências da IURD. Ou seja, sobrou para as outras igrejas. A IURD, única igreja ainda com permissão de funcionamento no país, tem 230 templos e aproximadamente 500 mil fiéis.

A fiscalização da Procuradoria Geral da República, dos Ministérios do Interior, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura visa levar a IURD a cumprir, “nos prazos determinados as recomendações da referida Comissão de Peritos, que realizou visitas de observação aos seus grandes templos” Segundo o comunicado, as referidas as visitas tiveram como “finalidade apurar se os mesmos (templos) dispõem de condições técnicas e de segurança para albergar um número considerável de crentes”.

Rui Falcão, secretário do bureau político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), afirmou à Folha de São Paulo, que as “igrejas de origem brasileira (…) brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa”.

Dezesseis pessoas morreram esmagadas e 120 ficaram feridas ao tentar entrar em um estádio superlotado de Luanda, capital de Angola, para uma vigília organizada pela Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo a agência Angop, um porta-voz do serviço de emergências disse que as vítimas, incluindo quatro crianças, foram esmagadas contra os portões do estádio Cidadela Desportiva, onde a igreja organizou uma vigília na noite do dia 31 de dezembro de 2012.

Ferner Batalha, bispo-adjunto da Universal em Angola, reconheceu que a vigília estava superlotada. “Nossa expectativa era de 70.000 pessoas, mas o número foi muito maior”, disse ele, segundo a Angop. Batalha disse que a Igreja Universal havia alertado as autoridades e pedido a colaboração da Cruz Vermelha para organizar sua vigília.


O incidente ocorreu quando fiéis se preparavam para aceder ao recinto do Estádio Nacional da Cidadela Desportiva, onde decorria uma vigília da Igreja Universal do Reino de Deus, designada “Vigília da virada – Dia do Fim”. O porta-voz afirmou que as mortes ocorreram em consequência de esmagamento e asfixia, tendo algumas pessoas morrido no local e outras nos Hospitais Américo Boavida e Josina Machel. 
Segundo o porta-voz da Defesa Civil, Faustino Sebastião, citado pela Angop, as vítimas morreram pisoteadas e asfixiadas pela multidão na entrada do estádio Cidadela Desportiva, que teve apenas dois de seus quatro portões abertos. A Comissão designada pelo presidente de Angola concluiu que “uma multidão ainda do lado de fora iniciou um tumulto depois que cânticos começaram a ser ouvidos de dentro do estádio. Tentando forçar a entrada, as pessoas exerceram grande pressão sobre o portão e provocando a queda dos fieis em cadeia. Os fieis morreram por asfixia e esmagamento.”

Realçou que por altura do incidente estavam abertos dois dos quatro portões, num recinto que com capacidade de 50 mil pessoas, reuniu mais de 200 mil, só no primeiro anel e a zona do relvado, já que o segundo anel esta interdito, por apresentar fissuras.
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