Com 17 partidos apoiando o prefeito Eduardo Paes, ONGs e políticos ficam calados diante de tamanha brutalidade. O massacre de Nilópolis traz a sombra do ocorrido em 1993 na Candelária. A União entre Governos impede a circulação e apuração da verdade, especialmente na grande Mídia. O Rio de Janeiro é o estado do Brasil onde o índice de resolução dos homicídios é o menor faz muitos anos.

A polícia acredita que a morte de seis jovens foi uma demonstração de poder de traficantes. Os corpos foram encontrados no bairro Jacutinga, em Mesquita, na Baixada Fluminense, na manhã desta segunda-feira. Segundo a delegada Sandra Ornelas, da 57ª DP (Nilópolis), os jovens não tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

“Os jovens não têm passagens pela polícia. O crime foi uma demonstração de poder dos traficantes para demarcar território. Eles foram torturados. Isso é uma barbaridade injustificável”, disse a delegada, que suspeita que traficantes da Favela da Chatuba, em Mesquita, sejam os responsáveis pelo crime.

“Ele saiu de casa me avisando que ia jogar bola e que depois sairia com os colegas. Não o vimos mais”, conta a avó de Douglas, a aposentada Lourdes Fátima da Silva.

Último contato

Na última tentativa de contato por telefone com o filho Cristiano, o pedreiro Sildes Vieira teria conversado com um homem desconhecido, que avisou: “O dono desse telefone já era”.

Segundo parentes e amigos das vítimas, nenhum dos desaparecidos tinha qualquer relação com o tráfico de drogas. Familiares não conseguem enxergar nenhum motivo para o crime. Ainda de acordo com informações do amigo de uma das vítimas, a única razão seria o fato de os garotos serem moradores da comunidade no bairro Cabral e estarem em Campo de Gericinó, área que é comandada por outra facção criminosa.

Suspeita-se então que os rapazes teriam sido presos por traficantes da área, no meio da trilha que leva à cachoeira.

Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Reprodução da capa do jornal O Dia

Chacina tem quatro mortos em Japeri

Policiais do 24º BPM (Queimados) receberam denúncia anônima de que havia quatro corpos – três homens e uma mulher – com tiros na testa em uma residência abandonada na Rua Braulir Dias Guimarães, na altura 274, no bairro da Chacrinha, em Japeri, na manhã deste domingo.

De acordo com os PMs, a Polícia trabalha com a hipótese de que os mortos fossem usuários de drogas e que estavam devendo ao tráfico. Eles disseram que a casa era utilizada como ponto de venda e esconderijo de viciados. Eles contaram ainda que foram encontrados 58 sacolés de cocaína e uma cápsula de revólver 38 ao lado dos corpos.

Dos quatro mortos, até agora, foram identificados Kelverton Pimentel Dias, 15 anos, que seria filho de um pastor um pastor da Assembleia de Deus do bairro, e Luciano Magno dos Santos, de 16 anos, já foram identificados. O caso foi registrado na 63ª DP (Japeri).