John Weatherford, em A História do dinheiro, observa como o povo passou a lidar com o dinheiro assim que chegou às suas mãos: “Se observarmos histórias do período feudal, encontramos personagens como o protagonista de João e o pé de feijão, que quase leva a mãe viúva à ruína trocando sua vaca premiada por um punhado de feijões. A história desenrola-se a partir de uma troca aparentemente feita por um jovem que não entendia o mercado. Felizmente, os feijões são mágicos e João enriquece sua família roubando de um gigante. Histórias parecidas falam de uma galinha que põe ovos de ouro, ou da busca pelo pote de ouro no final do arco-íris. À medida que chegamos ao início da época rnoderna, as histórias de camponeses falam de mercados, dinheiro e de como administrá-lo, ou pelo menos, como evitar ser enganado por poderes sobrenaturais.”

Perceba que a idéia de dinheiro fácil, mágico, rápido é característica que mantém o povo no sistema feudal. Refiro-me a prêmios, sorteios, loterias, raspadinhas, etc.

Ao contrário, Wheatherford cita os princípios de Benjamin Franklin:
• Lembre-se de que tempo é dinheiro.
• O homem saudável, rico e sábio é assim porque cedo se deita e cedo se levanta.
• Existem três amigos fiéis – uma velha esposa, um velho cão e dinheiro na mão.
• Nenhuma nação jamais foi arrasada pelo comércio.
• Nesse mundo nada é certo, exceto a morte e os impostos.

Ele lembra que “A produção de ouro no Brasil colonial atingiu o auge nas duas décadas entre 1741 e 1760, quando chegou a mais de 14,6 toneladas por ano. A mineração e o transporte de ouro exigia o trabalho de cerca de 150 mil escravos, aprox. metade da população total de Minas Gerais.

Em 1776, Adam Smith escreveu que “a descoberta de minas abundantes da América reduziu, no século XVI, o valor do ouro e da prata na Europa para cerca de um terço do que era antes”. Estima-se que entre 1500 e 1600, o primeiro século de colonização espanhola, os preços na Espanha tenham subido 400%, e por esse motivo essas grandes mudanças são conhecidas como revolução de preços. Uma Comissão especial, a Junta del Almirantazgo, emitiu um relatório em 1628 culpando a pobreza da Espanha pela riqueza das Américas.

Note que a riqueza advinda da exploração de nações e povos não trouxe prosperidade estável. A maior parte caiu nas mãos de pessoas que lucraram com esta exploração.

#paracleto
#Dinheiro e coração
G/P
Jair

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