Dando continuidade ao Post da segunda-feira passada (22-02-2010), quando escrevemos sobre o uso da palavra grega aster para referir-se aos anjos, proponho pensarmos quem eram os magos do relato bíblico.
Tradição da igreja armena, datada do séc. 14, os identifca como Baltazar, rei da Arábia, Melquior, rei da Pérsia e Gaspar, rei da Índia. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos
Os magos eram sacerdotes dos Medos (conhecidos hoje como curdos). Dario, rei da Pérsia, os estabeleceu sobre a religião da Pérsia. Convém lembrar a participação de Ciro, da Pérsia, na reconstrução de Jerusalém através de Esdras e Neemias.
É possível que os sacerdotes tivessem acesso às profecias messiânicas do Antigo Testamento bem como dos escritos de Daniel, que foi destes sacerdotes. Um de seus títulos era Rab-mag, ou seja, Mestre dos magos.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.” [Daniel 9:24-26].

Deus anunciou de uma forma maravilhosa a Daniel o dia exato em que o Messias se apresentaria como Rei. Os magos certamente conheciam essa profecia e toda a reputação de Daniel como profeta. Portanto, antes do nascimento de Jesus, eles estavam aguardando, pois sabiam que estavam vivendo dentro de um período de menos de 40 anos da data profetizada. Se alguém fosse se apresentar como Messias em trinta anos ou pouco mais, precisaria nascer por aquela época. Assim, os magos estavam procurando um sinal que indicasse o nascimento do Messias. O Espírito Santo também não estava deixando nada acontecer por acaso, e criou a expectativa nas mentes desses magos, fazendo-os compreender o que estavam prestes a observar nos céus.

Até mesmo os presentes que os magos levaram para Jesus sugere que tinham estudado bem a profecia de Daniel. Considere o que eles ofereceram:

Ouro — Daniel 9:25 diz que o Messias Ungido seria um “príncipe”. O termo indica realeza, um rei. Ouro era o presente perfeito para oferecer a um rei.

Incenso — Deus estipulou em Êxodo 30:34-36 que o incenso seria preparado para o propósito de fumigação sacrificial” [6] Jesus Cristo foi morto no Calvário como o sacrifício perfeito que seria aceitável a Deus para tirar os pecados de todos os que o aceitarem. A profecia de Daniel revela esse aspecto sacrificial? Sim!! Em 9:26, Deus diz que o Messias seria “morto” (morto sacrificialmente). É interessante que o incenso também era usado pelos sacerdotes no serviço no templo. Portanto, esse presente de incenso também aponta para Jesus Cristo como o Sumo Sacerdote final, um cargo que Ele assumiu após sua ascensão aos céus.

Mirra — Os judeus usavam a mirra para embalsamar os corpos nos preparativos para o enterro. [7] Novamente, o verso citado anteriormente também deve ter dado uma indicação aos magos sobre quais presentes oferecer.

Há estudiosos que relacionam as visões do livro de Daniel, quando foram escritas (168 a.C.) com o Zoroastrismo, a religião monoteísta nacional da elite dos governantes persas. Mas é um tema bastante controverso.

A pergunta feita a Herodes: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?”, foi um insulto calculado visto que ele não era judeu. Herodes era filho do idumeu Antipater e de Cipros (da Nabatéia). Mais uma vez, é importante fixarmos a atenção ao relato bíblico, evitando fantasias e vãs tradições.

#paracleto
#Revelações da Palavra
G/P
Jair