Para Latourette, autor de A History of Christianity, o século entre 950 e 1050 A.D. viu um grande avanço do Cristianismo como não visto até o ano 1500.
Na segunda metade do século 10 que o Cristianismo moveu-se rápidamente nos 3 países escandinavos: Dinamarca, Noruega e Suécia. Cada processo de conversão era acompanhado de um movimento de massa a partir de iniciativas dos reis.
Anglin e Knight, em História do Cristianismo, relatam que “… o povo da Finlândia fora “convertido” ao cristianismo em 1157 pelo rei da Suécia, que veio com um exército e um bispo (católico) conquistando e depois batizando os finlandeses.
No ano 900 o Cristianismo era forte na Moravia. O período entre 950 e 1050 testemunhou a aderência à Fé Cristã de 2 Estados eslavos: Boêmia e Polônia.

Gofrey Blainey destaca que “um período de temperaturas elevadas sobreveio durante a Idade Média, e os dois séculos entre os anos 1000 e 1200 foram talvez tão quentes que derreteram o gelo das terras do norte da Europa. Os vikings sacudiram o norte da Europa exatamente na mesma época em que os árabes islâmicos agitavam o Mediterrâneo.
A fase de clima mais ameno havia aumentado a taxa de crescimento da população na Europa; entre 1000 e 1250, ela cresceu rapidamente. Em seguida, vieram os anos gelados, colheitas mais enxutas e um crescimento mais lento da população.

Em 1043, Miguel Cerulário tornou-se patriarca de Constantinopla. Em 1049, Leão IX tornou-se papa. Leão queria que Miguel — e, por meio dele, a igreja oriental — se submetesse a Roma. O papa enviou representantes a Constantinopla, mas Miguel se recusou a encontrar-se com eles. Desse modo, os representantes excomungaram Miguel em nome do papa. O patriarca respondeu fazendo o mesmo com os representantes do papa, excomungando-os.

Jesse Lyman Hurlbut, em História da Igreja Cristã, considera: “A religião do Islã era bem melhor do que o paganismo que destronara na Arábia e na parte oriental da península. Deve-se admitir que o Islamismo era mais forte do que o tipo de Cristianismo que encontrou e venceu. A igreja Oriental, ao contrário de igreja Ocidental, havia cessado seus esforços missionários, havia perdido sua energia e inclinava-se para a especulação em lugar de esforçar-se moral e espiritualmente.”

Podemos presumir o esplendor e a prosperidade da Índia, quando os muçulmanos saquearam sua capital, Kanauj, em 1018 A.D., tendo destruído 10.000 templos. A conquista da India foi, provavelmente, um dos capítulos mais sangrentos da história.

Karen Armstrong, autor de History of God – Judaism Christianity and Islam, explica que o império muçulmano convivia muito bem com a igreja cristã oriental e com as colônias judaicas. Os judeus passariam a enfrentar problemas nos séculos seguintes na Europa.

Blainey ressalta que todos os sagazes imperadores da China viam vantagens em instigar os nômades a lutarem entre si. Em 1206, Gêngis Khan, o chefe dos mongóis, como por milagre, uniu esses cavaleiros das estepes. Com um exército montado de aproximadamente 130 mil homens e uma rede de espiões em território inimigo, ele começou sua conquista. A Grande Muralha da China era simplesmente um obstáculo a ser transposto pelos mongóis. Tomaram Pequim em 1215 e, com o tempo, fizeram-na a capital da China. Gêngis Khan alcançou em 20 anos o que os romanos, como conquistadores, tinham levado séculos para construir.

O Império Mongol abriu as portas para o fluxo de missionários católicos. Eles tomaram proveito para plantar missões da Rússia ao mar da China, porém, o avanço poderia ser mais robusto. Foi uma janela de oportunidade histórica perdida.

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G/P
Jair