Quando enviamos o link da pesquisa para amigos encaminharem, focamos em vencer a inércia da pesquisa. Precisamos garantir que as respostas sejam avaliadas e prontamente corrigidas.
Alguns respondentes comentaram que faltava opção para quem não tinha Bíblia e outros questionaram as categorias dos grupos religiosos.
Após iniciar uma pesquisa online, o pesquisador precisa calibrar os alvos em locais e perfis dos respondentes como sexo e faixa etária.
Não inclui posição econômica ou formação educacional porque entendi que teriam baixa influência em relação às perguntas. Uma pesquisa pode surpreender quanto aos resultados mas precisa de condições de contorno para permitir análise de hipóteses.
A cobertura geográfica se tornou ampla (27 estados, 475 municípios), o que permitiu análises regionais e possíveis estratificações.
A maior parte dos respondentes se situou entre 46 e 64 anos, seguida da faixa entre 19 e 45 anos, caracterizando uma amostra predominantemente adulta. A amostra apresentou leve predominância de participantes do sexo feminino.

Assumir a distribuição normal em pesquisa está baseado em dois fundamentos: quando a própria distribuição dos eventos é normal ou quando a distribuição não é normal, mas o números de casos for grande.
A distribuição da média amostral padronizada tende à normal e o Teorema Central do Limite dá apoio ao uso da normal como distribuição de erros, pois em muitas situações reais é possível interpretar o erro de uma observação como resultante de muitos erros pequenos e independentes.
Por exemplo, a distribuição de epidemia e seus efeitos em comunidades religiosas pode ser considerada aproximadamente normal, pois uma epidemia pode ser pensada como soma de muitos efeitos pequenos e independentes.
Para Julian Simon, a curva normal é criada pelo pesquisador, que controla as variáveis que fazem com que a distribuição original não se pareça com a normal. O aparecimento da
Distribuição Normal indica, apenas, que foi permitida a atuação da maioria dentre as mais importantes variáveis, enquanto as restantes, dentre muitas relevantes variáveis, tiveram
pequena influência.
Desde 2012, quando os questionários as pesquisas do Instituto Paracleto eram distribuídos para jovens voluntários, buscávamos apontar para locais seguros em torno de estações de trem ou metrô na cidade do Rio de Janeiro. Cada um dos 10 jovens recebiam as instruções para abordar e transcrever as respostas para 1 folha.
Dessa forma, eram obtidas respostas não controladas, mas com a confiança necessária e depositada em bases geograficamente previamente conhecidas. No caso da pesquisa online, foi necessário modular a velocidade de distribuição e calibrar os grupos de entrevistados em nível nacional conforme uma distribuição normal similar aos dados sociais e religiosos do Brasil.
A Curva Normal é apresentada na forma de erros e, de fato, a Curva Normal é algumas vezes chamada de “Lei dos Erros”. Em qualquer medição, há um número elevado de pequenas fontes de erros, pequenos erros não identificáveis. Nas ciências de observação e experimentais, todos os resultados da observação estão sujeitos a erros.
A imperfeição de nossos sentidos, dos instrumentos utilizados, variações de tempo são, entre outras, causas de erros.
O valor mais provável dos dados é o que mais se aproxima do verdadeiro, isto é, com menor erro possível.
Os erros de que falamos são erros acidentais, ou seja, não são constantes ou variáveis regulares.
A probabilidade de um erro é uma função do próprio erro e há a mesma probabilidade de cometer um erro positivo como um erro negativo de igual valor.
Isto explica porque a Curva Normal é tão comumente empregada no andamento de
um estudo científico; pois sempre existem erros, e os erros com freqüência são “Normalmente distribuídos”.
Existe uma regra uma norma de distribuição em torno da média. Quando você decide avaliar um determinado fenômeno, é sua a decisão de não avaliar todos os outros fenômenos neste mundo, quer sejam similares ou não em relação ao que você está avaliando.
A escolha é efetuada sob determinada proposta científica. Quanto mais homogêneo for o conjunto de eventos escolhido para avaliação, com maior probabilidade a Curva Normal será um bom ajuste dos dados e portanto, a escolha é feita pelo pesquisador.
Agora, se o cientista observa uma medição discrepante, então, o pesquisador tem duas possibilidades: ou a trata como fato isolado ou verifica a causa que originou o fato dispersivo.
