O mapa elaborado pelo Valor Econômico mostra as empresas que apresentaram maior receita bruta em 2017 por cada estado do Brasil. Em alguns casos, mostra a recuperação de algumas do Setor Elétrico, a contínua força da importação de fertilizantes para atender o Agronegócio que prospera no Centro-Oeste. As indústrias que possuem uma atuação multinacional apresentaram resultados renovadores. Nota-se que muitas empresas foram compradas por grupos europeus devido à recessão dos últimos anos. O Setor Financeiro recuperou parte de seus investimentos e apresenta novos atores como as Fintechs.

A companhia Equatorial, controladora da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) e das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), encerrou o quarto trimestre de 2017 com um lucro líquido de R$ 583.04 milhões. No acumulado dos últimos doze meses, a empresa acumulou um lucro líquido de R$ 1,21 bilhões.

Quatro das cinco maiores empresas com sede no Pará são controladas pela norueguesa Norsk Hydro. No Estado, são de sua propriedade a Mineração Paragominas S/A – que explora uma mina de bauxita no município de mesmo nome; a refinaria de alumina da Alunorte; a fábrica de alumínio da Albras; e a Companhia de Alumina do Pará, as três no município de Barcarena.

O faturamento do Polo Industrial de Manaus cresceu quase 10%, no acumulado de janeiro a novembro de 2017, em comparação ao mesmo período do ano anterior, gerando o valor de R$ 74,9 bilhões. Em 2012, comparada com as outras 24 filiais, a fábrica em Manaus era a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a sede, localizada em Seul, na Coreia do Sul. Em faturamento, a Samsung era a 2ª maior empresa da Zona Franca. A fábrica em Manaus tinha 5 mil funcionários e ocupa área de 120 mil m².

A empresa de fertilizantes Eurochem, que atua principalmente na Rússia, comprou em 2016 o controle acionário da distribuidora brasileira Fertilizantes Tocantins. Fundada em 2003, a Fertilizantes Tocantins atua na distribuição nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. A empresa vendeu 740 mil toneladas de fertilizantes em 2015. Atualmente a empresa gera 428 empregos diretos no Brasil e teve um faturamento em 2016 da ordem de R$ 1,059 bilhões.

A rede Farmácias Pague Menos teve expansão de 170 novas lojas em 2017, sendo 11 em novos municípios, totalizando 1.082 em operação. A Pague Menos, que recebeu em 2015 aporte de 440 milhões de reais da norte-americana General Atlantic, é a terceira maior rede de varejo farmacêutico do país. Em 2017, a receita bruta da rede cresceu 8,1% em comparação ao ano anterior, chegando a R$ 6,3 bilhões. Já o lucro líquido atingiu R$ 102,8 milhões, aumento de 3% na comparação anual.

A Alesat Combustíveis S.A. está localizada em Natal, no Estado do Rio Grande do Norte. A Ale é controlada pelo grupo mineiro Asamar, pelo empresário Marcelo Alecrim e pelo fundo americano Darby. Em 2016, a distribuidora de combustíveis Ipiranga anunciou a compra, por R$ 2,168 bilhões, da concorrente Ale, quarta maior empresa do setor. Fundada há 20 anos, a Ale tem cerca de 2.000 postos no país, além de dez bases de distribuição (instalações para armazenagem e transferência dos combustíveis para o varejo). Em 2015, vendeu 4,3 bilhões de litros, gerando receita de R$ 11,4 bilhões.

A Braskem é líder na produção de resinas termoplásticas (PE+PP+PVC) nas Américas. Única companhia do setor petroquímico integrada no Brasil. Maior produtora de PP nos EUA e líder na produção de PE no México. Faturamento de R$ 55,5 bi (US$15,9 bi) e EBITDA de R$ 11,5 bi (US$3,3 bi) em 2016. O grupo Odebrecht entrou na indústria petroquímica em 2001, com a compra da Copene, que já tinha sido da Petrobras no passado, no polo de Camaçari, na Bahia. Com quase R$ 50 bilhões de faturamento anual, a Braskem responde por cerca de 40% da receita do grupo Odebrecht.

A Cencosud é um consórcio empresarial multinacional chileno que atua em vários países da América do Sul, principalmente no setor varejista. A varejista chilena opera 204 lojas com as marcas G.Barbosa (com origem em Aracaju), Prezunic, Bretas, Perini e Mercantil Rodrigues. A Cencosud, com receita anual de cerca de R$ 8 bilhões, apurou queda de 5% nas vendas em 2017.

Usina Coruripe, parte do Grupo Tércio Wanderley e fundada em 1925, mantinha uma administração caseira até 2013. Nos últimos quatro anos, a Usina Coruripe aumentou a moagem de cana-de-açúcar de 10 milhões para 14 milhões de toneladas, ao mesmo tempo que o faturamento cresceu de 1,4 bilhão de reais, em 2014, para 2,4 bilhões, em 2017. Algumas de suas usinas já foram reconhecidas pelo melhor índice de produtividade do país por área – chegando a 114 toneladas de cana-de-açúcar por hectare. A monocultura da cana-de-açúcar no estado de Alagoas concentra cerca de 27% do PIB estadual.

Nascida em Viana, região metropolitana da Grande Vitória, há quase 50 anos, a Fertilizantes Heringer teve um ano de 2014 para comemorar. Afinal, o volume de entregas foi recorde, alcançando 5,5 milhões de toneladas, um crescimento de 9,3% em comparação a 2013. Acompanhando o movimento de entregas, a receita líquida cresceu 9,7% e alcançou a marca de R$ 5,95 bilhões. O EBITDA da companhia ficou em R$ 331 milhões e o lucro líquido em R$ 7,9 milhões, revertendo um resultado negativo de R$ 33,9 milhões de 2013.

FCA (Fiat Chrysler Automobiles) informou em comunicado que seu lucro líquido quase dobrou em 2017 ao atingir € 3,51 bilhões, ante € 1,81 bilhão apurados no ano anterior, representando aumento de 93%. Em 2017, o destaque foi a América Latina (exceto México), onde o faturamento cresceu 29%, passando de € 6,19 bilhões para € 8 bilhões, impulsionado pelo efeito positivo de novos produtos, principalmente Fiat Argo, Mobi e Toro, e Jeep Compass, além da melhora das condições do mercado brasileiro, chave na região. O grupo entregou um total de 521 mil veículos nos paises latino-americanos, aumento de 14% sobre as 456 mil unidades registradas no ano anterior. O lucro líquido ajustado ficou em € 3,77 bilhões, aumento de 50%. Segundo dados da FIEMG, a industria automotiva e autopeças corresponde a 20% do PIB de Minas Gerais.

A Copasul, Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense, está vivendo um momento histórico: o faturamento recorde de 1 bilhão de reais, alcançado em novembro de 2017. Isso representa um crescimento de aproximadamente 160% nos últimos 6 anos. Mato Grosso do Sul conta, atualmente, com 108 cooperativas. Dessas, 60 pertencem ao segmento do agronegócio. “Por ordem, aparecem as cooperativas do agronegócio, do crédito e da saúde, sendo que a participação das cooperativas de todos os ramos é responsável por mais de 10% do PIB do Estado”

A Copel foi criada em outubro de 1954, é a maior empresa do Paraná e atua nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, além de telecomunicações através da Sercomtel. A Copel investiu R$ 3,57 bilhões em 2016, o maior valor aplicado em sua história, “A Receita Operacional Líquida da Copel em 2016 foi de R$ 13,1 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 947 milhões, 25% menor que em 2015.

No início da década de 1990, a produção de soja atingia 20 milhões de toneladas. Na última safra, de 2016/2017, a produção chegou a 120 milhões, praticamente metade do total mundial. A Bunge é líder nacional e global em óleos vegetais e está presente em 80% dos lares brasileiros. Desse total, 65 milhões de toneladas deverão ser exportadas. E nada menos que 13 milhões de toneladas de óleo de soja deverão ser vendidas para o exterior em forma de matéria-prima.

Maior produtor de aços longos das Américas, o centenário Grupo Gerdau tem quase 80% de sua receita oriunda de fora do Brasil. Além de exportações, este percentual é garantido por uma extensa rede de unidades espalhadas pelo mundo: o grupo soma 37 usinas produtoras de aço e 94 unidades de transformação em 12 países. Cerca de 75% de todo o aço processado pelo grupo é produzido a partir de material reciclado. Em 2017 o faturamento da Gerdau apresentou uma queda de 4% em relação a 2016, chegando a quase R$ 37 bilhões.

Empresa do estado

Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em conjunto com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) ranqueia os estados de acordo com a sua carga tributária em relação ao faturamento da empresa.

O vencedor de menor carga para a instalação e a operação de micro ou pequena empresa é o Paraná – 4,66%. E, de acordo com a pesquisa, as principais razões para o estado estar em primeiro lugar no ranking são as isenções de ICMS para as empresas com faturamento até R$ 540 mil em 12 meses e redução das alíquotas do ICMS para aquelas com receita bruta entre R$ 540 mil e R$ 3,6 milhões em 12 meses. Ainda, não há equalização de alíquotas nas operações de compras interestaduais de matérias-primas ou de mercadorias para revenda, e por fim é necessário lembrar que o estado adota a substituição tributária do ICMS apenas para produtos com convênio nacional.

Por outro lado, o Mato Grosso é o pior estado pelo fato de cobrar em média 8,62% sobre o faturamento. Isso ocorre pelo fato do estado estabelecer o Regime de Estimativa por Operação Simplificada gerando o pagamento do ICMS a partir de uma carga tributária média, que é obtido pela incidência de um percentual fixado para o CNAE em que estiver enquadrado o contribuinte.

Fonte: Blog Studio Fiscal

Do total de companhias do Brasil, 65,34% – ou 14,083 milhões de empresas – estavam registradas no Simples, segundo o levantamento Mapa das Empresas Brasileiras, publicado pela BigData Corp e obtido pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Seis meses antes, em outubro de 2017, eram 12,557 milhões de CNPJs registrados no Simples – uma participação de 59,95% sobre o total de empresas.

O Mapa das Empresas Brasileiras estimou, ainda, faturamento e número total de empregados das empresas do Simples cruzando dados oficiais com informações deixadas pelas empresas em sites abertos da internet e adotando modelos estatísticos. Assim, o maior grupo do Simples, com 71,90% dos CNPJs, diz respeito às empresas de menor movimento – de até R$ 250 mil anuais. Essa proporção cresceu nos últimos seis meses (2,89 pontos porcentuais). Já, o intervalo das empresas que faturam de R$ 250 mil a R$ 500 mil compreendia 4,38% das empresas em março, versus 3,90% em outubro de 2017.

Quando se olha para as principais atividades das empresas do regime de Simples na Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE), o Comércio Varejista desponta como a categoria de maior adesão – 21,92%. É seguida por Alimentação, 5,98%, e Outras Atividades de Serviços Pessoais, 4,39%.

Geograficamente, São Paulo desponta como a cidade que mais possui registros de empresas no Simples (8,95%), seguida de Rio de Janeiro (4,25%) e Belo Horizonte (1,89%). Chama a atenção o fato de Campinas (com 0,79%) e Guarulhos (0,68%) estarem à frente de capitais como Belém (0,60%) e Natal (0,47%).

A Receita Federal estima que cerca de 30% das empresas aptas a integrarem a modalidade de Microempreendedor Individual (MEI) farão a migração em 2018. A partir do dia 1º de janeiro, entram em vigor as novas regras do MEI, entre elas, o aumento do limite do faturamento anual, que passará dos atuais R$ 60 mil para R$ 81 mil.

Segundo a Receita, com o novo limite, 172 mil empresas que integram outras modalidades estarão aptas a integrar o MEI, mas apenas 52 mil devem de fato migrar para a modalidade. Os microempreendedores individuais são enquadrados no Simples Nacional e ficam isentos dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).

Atualmente, de acordo com dados do Portal do Empreendedor, o Brasil tem 7,7 milhões de MEI. De acordo com dados divulgados este mês pela Serasa Experian, das 1,9 milhões de novas empresas instaladas no país entre janeiro e outubro deste ano, 1,5 milhão são micro empreendimentos individuais, o que equivalente a 78,6% do total.

Os números são os maiores já apurados pelo Indicador Serasa Experian de Nascimentos de Empresas para os dez primeiros meses do ano. A quantidade de novos MEIs também é 11,7% superior ao registrado entre janeiro e outubro de 2016, quando 1,3 milhão de novas empresas desse segmento nasceram.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) os micro e pequenos empreendimentos representam 27% do Produto Interno Bruto do país (soma dos bens e serviços produzidos no país) e são responsáveis por cerca de 52% dos empregos formais no Brasil.

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