Mateus 21: 12-14 Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.  E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores.  Vieram a ele, no templo, cegos e coxos, e ele os curou.

MICO#13

Tinha de tudo no Templo: barracas de cambio e barracas com preços exorbitantes. Imagino que os sacerdotes e levitas observavam inertes, aquela situação caótica. Ou será que eles também lucravam com aquele comércio?

A missão do Templo era ser uma casa de oração. A visão entregue ao rei Davi era construir um lugar onde todos os povos se congregariam para adorar o Senhor. Porém, o objetivo foi perdido em razão do afastamento do povo de Israel. De maneira semelhante, hoje, a igreja pode perder a visão. A liderança precisa estar atenta para manter a chama acesa. O povo precisa sentir um clima espiritual de poder na sua congregação. Templo não é apenas um local de comunhão e serviço. Mas deve ser um local de adoração.

Em Êxodo 30:11-16, Deus estabeleceu a Moisés que cobre meio siclo de cada filho de Israel no recenseamento anual, para efeito de expiação pessoal e manutenção do Tabernáculo. O siclo, ou shekel, era uma medida de peso cujo nome veio a servir para a moeda dos judeus, como é atualmente. Não importava a condição social do israelita: cada um pagava meio siclo, numa demonstração de que todos os filhos de Deus eram igualmente importantes para Ele e eram igualmente responsáveis em Sua obediência.

O meio siclo serviu não só para a construção do Tabernáculo e sua manutenção, mas também, com o mesmo fim, para o Templo de Salomão e seu sucessor – o livro de 2 Crônicas (24:4-16) mostra uma das retomadas do tributo para a restauração que deu origem ao Segundo Templo reconstruído por Zorobabel. Provavelmente continuou com a construção do Templo de Herodes com forte influência helenista.

Em escavações conduzidas pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês) e pela Universidade de Haifa, uma antiga moeda de prata foi encontrada em um canal de drenagem da Cidade de Davi. Após pesquisas, os arqueólogos descobriram que aquele modelo de moeda era costumeiramente usado para pagar a taxa do meio siclo na época do Segundo Templo. O dinheiro usado era cunhado na cidade-porto de Tiro, com grande ocorrência em Jerusalém. A moeda de 13 gramas tinha em um lado a efígie de Melcarte, deus pagão do reino de Tiro (equivalente ao canaanita Baal) e no outro a figura de uma águia pousada na proa de um navio.

As atividades dos diferentes ministérios da igreja deve ser coordenadas pela liderança. Muitas vezes o tempo que um determinado ministério toma no culto publico pode denunciar um desequilíbrio. Além disso, e necessário uma priorização nos avisos, nas atividades, nas reuniões que devem estar no foco da igreja: adoração e salvação.

Provavelmente, este evento fez parte da última semana de Jesus. Imagino que Ele olhou para o Templo, construído por Herodes, e caminhou em sua direção. Ele agiu como alguém que evitou fazer isso até que chegou o momento certo. O povo que o recebera em Jerusalém como um rei, perceberam o Seu propósito não era expulsar os romanos. O propósito daquele novo profeta era demolir legalismos.

O Templo era motivo de orgulho de todo judeu embora O Talmude destacou as 5 omissões do segundo Templo: Arca da Aliança, Fogo sagrado, Shekinah (Glória de Deus), Espírito Santo e Urim/Tumim.

Quando lhe perguntaram sobre sua opinião sobre o Templo, ele profetizou que o templo seria destruído. O evangelista Marcos destacou em Mc 13:1: E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!” E acrescentou que em 3 dias Ele O reconstruiria. Ele profetizou sobre sua morte e ressurreição. Isso me fez lembrar o que Ele disse à mulher samaritana: … chegou a hora que nem neste monte, nem no outro, vocês necessariamente precisarão se dirigir para adorar a Deus. Ele nos escolheu para ser o templo!

Após a Diáspora e a destruição do Templo pelos romanos pelo general Tito, os judeus encontraram instrução religiosa e preservação cultural através das Sinagogas. O sábio Maimonides, no século XII, reconheceu que “… o culto sacrificial era uma necessidade temporária”. Oskar Skarsaune, no livro À Sombra do Templo, destacou que “… as pessoas passaram a acreditar que as orações específicas substituíam os sacrifícios do Templo”.

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