No meu livro Missão da Igreja: dimensões e efeitos, lembro que Lyle Schaller concluiu que crentes de grandes igrejas buscam performance do que relacionamentos. Eles querem programas de qualidade, atividades bem organizadas e liderança profissional. A Estrutura de uma grande igreja desmotiva o trabalho voluntário.
Para ele, a construção de relacionamentos é mais importante que pregação e outros aspectos ministeriais numa pequena igreja. Ele define: “uma grande igreja não é, simplesmente, uma pequena igreja com mais gente”.

A avaliação regular da Missão Integral da igreja pode suas dimensões incluindo variáveis de relacionamento externo da igreja. O objetivo é não focalizar apenas a “qualidade” dos processos internos que possuem relação com o porte da igreja bem como do seu momento de movimento e crescimento.

Richard Baxter, ministro puritano na Inglaterra, escreveu em 1655, que as igrejas não deveriam crescer além da capacidade dos pastores e líderes de supervisionar o rebanho. A recomendação segue a pergunta: estamos gerando pastores e líderes capazes para atender à quantidade de novos convertidos? Parece que é uma pergunta-chave para uma igreja de porte médio responder se deseja realmente se tornar uma igreja grande.

Howard Snyder defende o valor dos pequenos grupos no mundo transmoderno. Sem eles, Ele acredita que os membros da igreja perderão “o verdadeiro, rico e profundo relacionamento cristão, ou koinonia”. Ele sugere que muitas igrejas precisam redescobrir o que a igreja do primeiro século conhecia: “Reuniões em grupos pequenos são essenciais para a experiência cristã e crescimento.

Estou convencido que a melhoria na dimensão koinonia no sentido externo (pra fora da igreja) contribuirá para a extensão da dimensão martyria em todas as suas variáveis. Em nosaa pesquisa, reconhecemos que a dimensão Koinonia apresentou 4 dentre as 10 menores notas dentro de um conjunto de 25 componentes das 5 Dimensões avaliadas.

Pesquisa Missão integral da igreja

Definição

Atos 2:46b: “[…] e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração”; Atos 2:42b; “E perseveravam na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. 2 Coríntios 8:4: “pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos”. Filipenses 1:5: “pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora”. Outros textos: Hebreus 10.24,25, João 13:34.

  • É novo porque corresponde à relação do Filho com o Pai.
  • Comunhão, por definição, implica relações interpessoais. Acontece quando os cristãos passam a conhecer um ao outro, ter prazer um no outro e a cuidar um do outro.
  • Koinonia torna-se Koinonite quando se perde a finalidade para a qual a comunhão existe.
  • Em Efésios 3.9, alguns manuscritos trazem koinonia e outros oikonomia (mordomia).
  • Em suas cartas, Paulo usa esta mesma palavra, koinonía, para referir-se a uma oferta que estavam dando as igrejas. O adjetivo koinónico significa “generoso”.

 

Classificação

Millard Erickson, na sua obra Introdução à Teologia Sistemática lista as seguintes funções da igreja:

  • Evangelização
  • Edificação
  • Adoração
  • Preocupação social

Ele identifica a comunhão como meio de edificação bem como o ensino como parte do discipulado. A Missão apostólica se restringe apenas à atuação diante dos necessitados. Olhando para o lado exterior da missão da igreja, coloca que a missão pode ser resumida em três aspectos especiais: “como martyria (testemunho), diakonia (serviço) e koinonia (comunhão)”.

“O testemunho é a missão central da igreja em todas as situações”. Este testemunho inclui o testemunho referente à pessoa e obra de Cristo, como também os demais aspectos da aplicação da mensagem de Cristo no âmbito completo do Seu ministério. Este testemunho é logo aplicado em parte através do serviço cristão como também no contexto da comunhão cristã. O enfoque triplo da missão é unificado em torno do primeiro aspecto de oferecer testemunho a Cristo, incluindo nesta definição todo o processo de discipular o ouvinte.

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