João 12:3-7 “Então Maria, tomando um arrátel (palavra de origem árabe, unidade de peso igual a 459 g) de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: “_Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?”
Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto”

mico#12

Judas era chamado Iscariotes (homem de Kerioth), da tribo de Judá (Js 15.25) e o único não-galileu do grupo de discípulos. A sugestão de Judas para desviar a oferta da mulher era um mico por várias motivações. Judas era avarento e não compreendeu o objetivo daquela oferta. João comentou este evento no seu evangelho: ‘…Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava.’ Qualquer semelhança com qualquer caso contemporâneo de desvio de verbas é mera coincidência.

Jesus aceitou a oferta de Maria. A oferta era para Jesus, não para os pobres. Ele tinha realizado milagres durante aqueles 3 anos de ministério, que dinheiro algum poderia comprar. Mas Ele era digno de receber o melhor. Marcos lembra que a mulher lavou os pés também (Mc 14.3).

Faltavam poucos dias para a páscoa e Jerusalém fervilhava. O povo chegava de toda a parte para celebrar a grande festa. Na época de Jesus havia cerca de 50 mil habitantes em Jerusalém. Este número aumentava para cerca de 200 mil na época da páscoa. Jesus decidiu se afastar daquela confusão, e foi passar a noite em Betânia, cidade situada cerca de 3 km a leste de Jerusalém. Lá, Jesus visitou Simão, antes conhecido como “o leproso”, que o recebeu com prazer e lhe serviu uma boa refeição. Nesta época era comum as mesas serem baixas, pouco acima do chão. Por isso, as pessoas se sentavam no chão, e reclinavam-se à mesa. E lá estava Jesus, reclinado à mesa e cercado de amigos.

O perfume era tão intenso que encheu toda a casa (Jo. 12:3). O nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta nas regiões do Himalaia (Índia), e sendo um produto importado de longa distância era um artigo caro e raro. A quantidade citada na Bíblia (“uma libra”) equivale a cerca de 326 gramas. Este bálsamo poderia ter sido vendido por 300 denários (Mc. 14:5). Naquela época, um trabalhador recebia um denário por um dia de trabalho. Assim, o nardo derramado por Maria valia praticamente o salário de um ano de trabalho. Com este ato, Maria estava declarando que Jesus é mais precioso do que o mais puro nardo.

O alabastro é uma variedade do gesso, e era muito usado para fazer pequenos vasos. O vaso de alabastro era pequeno, com cerca de 14 cm de altura. O vaso de alabastro é criado justamente para isso. Ele é formado para guardar um bálsamo precioso, e sabe que terá que compartilhá-lo com as pessoas. O vaso de alabastro sabe que quando chegar o momento do bálsamo ser derramado, ele será quebrado.

John Haggai em 10 Mandamentos Para Liberdade Financeira, aconselha: “Coloque seu tesouro onde você quer que seu coração esteja”. Quando Jetro aconselhou Moisés sobre como escolher e delegar para sua liderança, ele contraindicou homens avarentos. Avareza é amor ao dinheiro. O apóstolo Paulo disse que avareza é idolatria. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.

Há pouco tempo um missionário esteve em minha igreja e, senti que precisava lhe dar uma oferta. Talvez ele nem precisasse receber aquela oferta. Mas era eu quem precisava ofertar. Você está entendendo? A questão com a qual nos confrontamos é: _ “Acho que vai fazer falta”. A resposta deve ser: _ “Não. Eu quero que meu coração esteja onde está meu tesouro, então eu vou dar.”. Então dei a oferta. Lembrei o que Jesus disse: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”.

Fontes; http://estudosbiblicosgraca.blogspot.com.br/2011/12/alabastro-e-nardo.html

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