Os pequenos municípios do Rio Grande do Sul lideram diversas estatísticas das análises religiosas do Censo do IBGE de 2010. Com 1,5 mil habitantes, União da Serra, localizado no nordeste do Estado, tem um porcentual de 99,2% de católicos, o maior do País. Arroio do Padre, no sul, tem 2,7 mil habitantes e está nos extremos de dois levantamentos. Tem 85,8% de moradores evangélicos, maior índice do País, e 7,8% de católicos, menor índice do País. Mas não é só. Dos dez municípios brasileiros com maior índice de católicos em suas populações residentes, nove estão no Rio Grande do Sul. Dos dez que têm maiores porcentuais de evangélicos, sete são gaúchos.
A explicação de estudiosos para o protagonismo religioso relativo dos municípios gaúchos aponta sempre para a colonização do Estado. “Há regiões de predomínio luterano com moradores de origem germânica e há regiões de predomínio católico com moradores de origem italiana”, afirma o sociólogo Ricardo Mariano, professor do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS).
A Igreja Luterana reclamou ao IBGE pois estava fora da lista de 2.075 religiões mostradas no computador dos recenseadores no Censo 2010.
Em dez anos, a população evangélica de Joinville foi a que mais cresceu. Em 2000, os declarados evangélicos representavam 22,49% do total de habitantes. Em 2010, foram 28,33%, segundo os dados do Censo 2010.A grande diferença em Joinville foi a queda dos chamados Evangélicos de Missão. O maior grupo deste é o Luterano, que representava 6,14% da população em 2000 e, em 2010, passou para 4,11% (queda de 2,03% no proporcional). Entre as pentecostais (que aumentaram 4,64% no proporcional), quem mais cresceu foi a Assembleia de Deus. Passou de 6,63% (28.424 pessoas) em 2000 para 10,87% (55.597) em 2010.

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Segundo os dados do Censo de 2000, Porto Alegre ocupava o sexto lugar, entre as capitais brasileiras, em relação à importância do catolicismo, aliás, a que revelou a menor perda de fiéis no país: um decréscimo de -5,9 pontos percentuais, entre 1991 e 2000. Registravam-se também percentuais elevados no eixo mais urbanizado que liga Porto Alegre a Novo Hamburgo, passando por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo, onde, em geral, mais de 75% dos habitantes são católicos, podendo mesmo chegar a 86%. Já nos bairros do Espírito Santo, Restinga, Lomba Pinheiro e Agronômica, no sul da capital, o percentual de católicos era dos mais baixos, uma vez que o número de fiéis se situava entre 60% e 69% da população. A população católica na Capital, no Censo de 2010, teve queda de 12% em uma década. Os católicos representavam 64,29% da população em 2010 e, em 2000, eram…

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