Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Mateus 5:13

Na antiguidade o sal possuía um valor muito grande. Os gregos costumavam dizer que o sal era divino. Os romanos, em uma frase que em latim era algo como uma das rimas comerciais da atualidade, diziam: “Nada é mais útil que o sol e o sal” (Nil utilis sole et sale).

O sal é a oferenda mais antiga dos homens aos deuses, e até o final do culto sacrificial judeu toda oferenda era acompanhada de um pouco de sal (Lv 2.13; Nm 18.19; Ed 6.9; Ez 43.24).

O Senhor Jesus nos motiva a entender o nosso verdadeiro valor quando estamos no Reino de Deus. Podemos pensar como podemos preservar bons valores na sociedade e na possibilidade de melhorar a vida das pessoas a partir de nosso testemunho.

O historiador Plutarco se referiu ao sal: “A carne é um corpo morto, e forma parte de um corpo morto, e se for deixada entregue a si mesma muito em breve perde a frescura; mas o sal a preserva e impede sua corrupção”. Portanto, segundo Plutarco, o sal era como uma nova alma inserida no corpo morto. Para o senador romano Cassiodoro, o sal era mais importante que o ouro, porque “alguns precisam de ouro, mas todos precisam de sal”.

No tempo de Jesus, o sal (obtido às margens do mar Morto ou de pequenos lagos na beira do deserto da Síria) facilmente adquiria um gosto insosso e mofado por causa da mistura maior de gesso ou restos de plantas. Por isso não podia ficar muito tempo armazenado.

O Talmude mostra que sal que não era puro e útil para ser usado nos ritos dos sacrifícios (que eram oferecidos com sal), era lançado nos degraus e declives ao redor do templo para impedir que o terreno se tornasse escorregadio, e assim era pisado pelos homens.

Na África e Ásia, usavam sal de rocha ou sal-gema. Seu valor era tão grande que era com ele que se pagavam os soldados romanos, remunerados com o “soldo”, isto é, o sal, na época uma comodidade rara e difícil de conseguir, de onde vem a palavra “salário” e também a própria palavra “soldado”, usadas até hoje.

O sal era utilizado principalmente na conservação de alimentos, para curtir o couro e na medicação de diversas doenças como dores de dente e estomacais. Como o processo de extração nas minas era lento e árduo, o sal era vendido a preços elevados, o que lhe rendeu o nome de ‘ouro branco’ na Idade Média.

A sudorese intensa pode levar à desidratação e perda importante dos sais, principalmente de sódio. A perda de sais surge mesmo sem desidratação, e além das câimbras pode surgir dor de cabeça, fadiga excessiva, dores musculares, náusea, vômitos, diarreia e nos casos graves, convulsões.

Sódio e potássio são os dois principais eletrólitos em seu corpo, o que significa que pode conduzir a energia elétrica em seu corpo. O potássio é o eletrólito mais comum dentro de suas células e de sódio é o eletrólito mais comum fora de suas células. Você perde esses eletrólitos quando você suar e perder fluidos para diarreia ou vómitos. Se estiver a tomar medicamentos, como diuréticos você também pode perder fluidos, e com eles de potássio e sal.

Paul Breslin, professor de nutrição da New Jersey’s Rutgers University, diz que há duas maneiras em que o sal afeta o aroma (que é dito geralmente ser responsável por 80% da percepção total do sabor, embora este valor seja um pouco mais do que é comumente aceito).

Primeiro, diz Breslin, se você mudar o perfil do sabor, ele interagirá com os aromas de formas diferentes. Nós aprendemos que existe sinergia entre o sabor e os cheiros. O cheiro da manteiga de amendoim combina com sal, morango e baunilha são associados com açúcar, e assim por diante. Retornando a sua analogia com frutas, salgar “não mudará somente o perfil do sabor por supressão do amargo, mas irá aflorar ainda mais a doçura”. O doce combina com os sabores da fruta e talvez realçará ou atuará de forma sinérgica com os sabores da fruta.

Além disso, quando a superfície salgada é líquida, como a superfície de um melão ou um pomelo, acontece uma coisa chamada salinização. O sal extrai as moléculas voláteis responsáveis pelo aroma, mudando efetivamente a pressão do vapor, “e isto pode ser medido em uma máquina”, conclui Breslin.

αλας = halas = sal