Um total de 84 empresas participou do levantamento sobre fraudes e 92 da pesquisa a respeito de corrupção conduzida pela Transparência Brasil. Uma grande parte das empresas (70%) declara que já se sentiu compelida a contribuir para campanhas eleitorais. Destas, 58% declararam ter havido menção a vantagens a serem auferidas em troca do financiamento. As restantes 42% não responderam à pergunta. Assim, nenhuma das empresas que se sentiram compelidas a fazer contribuições eleitorais declarou não ter havido menção a vantagens. Apenas 28% das empresas que responderam a esta questão participam ou já participaram de licitações públicas. Deste total, 48% declaram ter sido sujeitas a pedidos de propinas relacionados com o processo.

No estabelecimento de estratégias para esse confronto do evangelho com a cultura, Stephen C. Neill propõe um modelo hierárquico de ação em três níveis sobre a penetração do evangelho na cultura. Para ele, há, em primeiro lugar, alguns costumes que não podem ser tolerados, tais como a idolatria, infanticídio, canibalismo, vingança, mutilação física, prostituição ritual, etc. Em segundo lugar, há alguns costumes que podem ser temporariamente tolerados, tais como a escravidão, o sistema de castas, o sistema tribal, a poligamia, etc.

Cabeça do brasileiro

Os resultados da pesquisa do cientista político Alberto Carlos Almeida mostraram que habitantes das regiões Nordeste tem uma visão de mundo mais hierárquica, seguido pelos habitantes do Centro-Oeste, Norte, Sudeste e Sul. A relação escolaridade e visão de mundo hierárquico é muito forte. Em todas as situações da pesquisa, quanto mais elevada for a escolaridade mais igualitária as pessoas são. Aqui devo discordar: quanto maior a renda pessoal, menos igualitárias elas serão. Parece que a renda devido ao aumento da escolaridade atenua esse sentimento de superioridade entre seus pares.

De longe os mais liberais em termos de sexualidade no Brasil são os que tem curso superior completo. Mas uma grande distância também separa os que tem grau superior de todas as demais escolaridades, incluindo ensino médio. Sendo um país conservador, se tornará inevitavelmente liberal a medida que gerações forem sendo substituídas e a escolaridade aumentando.

Mais uma vez, os resultados da pesquisa e argumentos do sociólogo defendem que a maior escolaridade levaria à diferença de mentalidade. Entre os indivíduos sem instrução formal, 56% apoiam a censura de críticas ao governo. Do outro lado da moeda, estão os jornalistas e os que tiveram a rara oportunidade de obter um diploma universitário. Nesse grupo apenas 8% são favoráveis à censura. Contudo, transformações maiores ocorrem depois da passagem pelos cursos universitários. É aí que se percebe um grande aumento na percentual dos que querem menos Estado e, por isso, maior atuação da sociedade organizada.