Por muitas décadas, as igrejas evangélicas de missão (batistas, presbiterianas, metodistas e congregacionais) privilegiaram a classe média. Isso abriu espaço para o crescimento das igrejas pentecostais nas classes mais pobres. Isso é relatado no livro de Peter Wagner, “Porque crescem os pentecostais”. O falecido pastor batista Nilson Fanini reconheceu ao afirmar: “A igreja católica fez a opção pelos pobres, mas eles fizeram opção pelo pentecostalismo”.

Wagner, da igreja congregacional, registra o crescimento das igrejas pentecostais na América Latina durante o século XX, especialmente das Assembléia de Deus. O pentecostalismo histórico passou a tomar forma com as Assembléias de Deus, Evangelho Quadrangular, Pentecostal Deus é Amor, Casa da Benção. A partir dos anos 80, uma nova onda de crescimento se deu com as igrejas carismáticas. As igrejas de Nova Vida, fundada pelo bispo Roberto McAllister, trouxeram um novo modelo de lidar com os dons do Espírito Santo. Eram conhecidos como carismáticos pela interpretação de que não havia necessidade de falar em línguas estranhas ao receber o batismo do Espírito Santo.

O movimento de renovação carismática da igreja Católica iniciou seu crescimento também. Mais recentemente, uma nova onda de igrejas surgiu, as neo-pentecostais como Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Renascer em Cristo e Mundial do Poder de Deus. O sistema de governo episcopal se fortaleceu nestas igrejas.

Missão e maturidade

McIntosh também afirma que é preciso de 20 a 25 anos para uma igreja a crescer até à maturidade. Depois de ter alcançado seus objetivos, não havendo mais desafios, os membros começam a pensar que eles não precisam mais criar novas metas ou novos projetos; eles estão em uma zona de conforto. McIntosh declara: “Acontece uma desaceleração do crescimento enquanto a Igreja se move para um tipo de ministério de manutenção.” E acrescenta: “Se esta igreja em platô é deixada sem ser desafiada, o eventual resultado é o declínio e, muitas vezes, a morte da igreja.” Ele também afirmou que a maioria das igrejas no platô permanece nesse estado por cinquenta a sessenta anos.

De acordo com Ed Stetzer e Mike Dobson o reavivamento da igreja depende de alguns elementos que são de vital importância para o crescimento da mesma: (1) a Igreja deveria renovar sua crença em Jesus Cristo sua missão; (2) a Igreja deveria renovar uma atitude de servidão; (3) a igreja deveria desenvolver esforços estratégicos de oração.

Stetzer e Dobson declaram que a Igreja Batista Homestead Heights, em Durham, Carolina do Norte, teve seu nome mudado para Igreja Summit em Durham. A mudança ocorreu porque a antiga igreja formal, estava em declínio, e de acordo com o pastor local, o motivo foi a transição da comunidade ao redor da igreja. Embora o pastor estivesse parcialmente certo, o verdadeiro problema era a falta de compromisso para com a situação atual e para com a missão. Quando eles mudaram o nome, eles mudaram de marquise e a comunidade ao redor da igreja foi impactada pelo novo nome e por suas ações para com as pessoas que viviam na área. Como resultado da coragem e da nova visão da igreja, em poucos anos, a frequência aumentou de 600 para 1.600 membros. Stetzer e Dobson, concluem dizendo que a motivação missionária elevou a atitude das pessoas em direção a servidão e por meio da oração, eles foram capazes de se sustentarem firmes no propósito direito da igreja naquela área, “cada vez que as pessoas têm orado de forma séria, o crescimento tem acontecido”.

David Bosh diz que a igreja primitiva “deixou de ser um movimento e se transformou em uma instituição”. Ele afirma que há muitas diferenças entre uma instituição e um movimento. São dois elementos distintos, enquanto um é conservador e o outro é progressivo; um é mais ou menos passivo, cedendo à influência de fora, enquanto o outro é ativo e influencia, em vez de ser influenciado; um olha para o passado, o outro para o futuro. Bosh inclui, “poderíamos acrescentar que um é ansioso, e o outro está preparado para assumir riscos; um guarda limites, e o outro atravessa-os.

John Maxwell diz: “Os ministérios mais eficazes são aqueles que começam com um núcleo de trabalhadores que têm uma carga de profundidade e, em seguida, crescem lenta, mas firmemente”. E ele encoraja os pastores a começarem a orar por aqueles que se dedicam à sua liderança e a terem uma visão em seu ministério. Isso é apenas o começo do “Ministério dos Parceiros de Oração”. John Wesley disse certa vez: “Dê-me cem pregadores que não temem nada além do pecado e que não desejam nada além de Deus, e eu não darei a mínima se tais serão clérigos ou leigos; contando que os tais abalarão as portas do inferno e estabelecerão o reino do Céu na Terra. Deus não faz nada, se não for em resposta à oração”.

Bill Hybels apresenta um plano extraordinário de diálogo com Deus, com um jeito especial de ouvir a voz de Deus. Ele diz que essa ideia veio à sua mente quando ele, como uma criança, ouviu um pastor pregando sobre o chamado de Samuel e sua capacidade de ouvir a voz de Deus. Um pensamento lhe veio à mente sugerindo que um dia ele iria ouvir a voz de Deus como Samuel o tinha feito. Ele também revela que; desde aquela época que tal pensamento veio à sua mente, a sua oração era “Deus me dê a os ouvidos de Samuel”.

Dwight Nelson descobriu que o maior problema é a falta de concentração. Quando estamos falando com Jesus, a falta de concentração vai além de não tomar tempo suficiente, não usando algum tempo para escutar. Por isso, Nelson sugere uma nova maneira de orar, por meio de um diário com Jesus. Ele diz que tudo o que você precisa é da sua Bíblia, caneta marca-texto vermelha, caneta para escrever e um diário. Junto com isso, você precisa escolher um lugar especial, ou, como ele o chama, um “quarto de oração”. Ele menciona que, de longa data, guerreiros de oração usavam o chamado lugar de oração diária – no inglês arcaico “a place to repair to“. É um excelente plano para ter um lugar de oração para, com Jesus, fazer os devidos reparos no final do dia.