A Forbes apontou que a gigante norte-americana dos automóveis teve, em 2013, uma participação de mercado nos EUA de 18%, contra 20% em 2011, e nada menos que 48,3% em 1960. Isso reflete uma tendência de perda de mercado da GM. O artigo da Forbes também compara a trajetória da GM com a da VW. Em 1965 a VW produziu 1,6 milhões de veículos, contra os 7,3 milhões da GM. A receita total da VW foi de 11% da auferida pela GM. O motor mais potente que você conseguiria em um VW era o de 40 cavalos do Fusca, contra os 425 do Impala.

Agora, na primeira metade de 2012, a Volkswagen vendeu quase a mesma coisa que a GM: 4.6 milhões de veículos, contra 4.7 da GM. Mas as receitas da gigante alemã são maiores: US$ 119, 2 bilhões contra US$ 75,4 bilhões da GM. Além disso, a margem de lucro da VW é maior: 6,8% contra 5.7% da GM.
A Volkswagen, sob a liderança de Ferdinand Piech, que é considerado o Steve Jobs do mundo automobilístico, está determinada a se tornar a maior e mais lucrativa empresa automotiva do planeta, e, exatamente agora, ela está comendo a GM no almoço.
Mas os problemas da GM não param por aí. A Volks tomou uma parte importante do mercado da GM no segmento D dos EUA com o Novo Passat, mas também está colocado todas as suas concorrentes em problemas na Europa, onde a GM está perdendo dinheiro com a Opel.
O fato é que o salvamento da GM no começo do governo Obama custou US$ 26,5 bilhões de dólares aos contribuintes americanos, e o que se questiona é se eles serão chamados novamente para salvar a empresa. Se o comparativo Malibu x Passat for um indicativo da resposta, então a GM pode sim a enfrentar novos problemas financeiros.
Em 2012, a Spyker entrou hoje na justiça americana com um pedido de indenização de US$3 bilhões contra a General Motors. A empresa holandesa diz que a GM agiu de má fé ao impedir o acordo entre Saab e Youngman, que resultaria na salvação de milhares de empregos e na manutenção da marca.

Quebrada, a SAAB foi parcialmente adquirida pela NEVS, que ainda não conseguiu efetivar a aquisição. A GM teria negado o uso de sua tecnologia nos carros Saab sob a parceira chinesa. O preço da transação ainda não foi tornado público, mas o nome do comprador já é conhecido: a sueca National Electric Vehicle Sweden AB, Ltd.com 51% das ações em nome da National Modern Electric Holdings de Hong Kong e 49% do grupo japonês de investimentos Sun Investment LLC. A recém-formada companhia foi aberta com o propósito direto de comprar a Saab. Por causa dos enormes prejuízos, Victor Miller agora quer reparação da GM, que assim teria eliminado um potencial concorrente nos mercados asiático e europeu.

A nova presidente da GM, Mary Barra, virá ao Brasil ainda no primeiro trimestre de 2014. Certamente vai agradecer o novo fôlego dado pelo Brasil através da SAAB/Scania. As empresas do grande ABC de São Paulo e Detroit (EUA) também agradecerão. O objetivo da presidente da General Motors – primeira mulher a assumir a posição de líder mundial no setor automotivo – é fortalecer a presença da Chevrolet no mercado nacional, uma das prioridades da companhia.