Escrito por Kerry Patterson, Joseph Grenny, Ron MacMillan e Al Switzler, o livro ‘Conversas Decisivas’ traz algumas reflexões e pontos que merecem atenção. Ao contar uma história, misture confiança e humildade. Relate expressando confiança adequada em suas conclusões, ao mesmo tempo em que demonstra que, se necessário, você gostaria que fossem desafiadas.

Cada um de nós participa de conversas com nossas próprias opiniões, sentimentos, teorias e experiências sobre determinado assunto em questão. Essa combinação singular de ideias e sentimentos forma nosso reservatório pessoal de informações relevantes que, além de nos informar, também nos leva à ação.

Quando dois ou mais indivíduos participam de conversas decisivas, geralmente não compartilham do mesmo reservatório. Suas opiniões divergem. Um acredita em determinada coisa e ou outro, crê em outra coisa. Cada um tem sua história particular.

As pessoas mais habilidosas no diálogo se esforçam para que os outros se sintam seguros ao acrescentar suas informações relevantes ao reservatório compartilhado, mesmo ideias que, a princípio, pareçam polêmicas, erradas ou contrárias às suas próprias crenças. É claro que não concordam com todas essas ideias, contudo fazem o possível para garantir que todas sejam divulgadas.

À medida que o reservatório de informações relevantes compartilhadas aumenta, ele ajuda as pessoas de duas formas. Primeiro, quando indivíduos são expostos a informações mais precisas e relevantes, fazem escolhas melhores. Na verdade, esse reservatório é uma mensuração do QI do grupo pois quanto maior, mais inteligentes serão as decisões.

Por outro lado, quando as pessoas escondem as informações relevantes intencionalmente, indivíduos inteligentes podem realizar coletivamente atos idiotas. Muitas vezes as pessoas escondem as informações relevantes unicamente por medo de se pronunciar e serem punidas. Isso se chama sobrevivência organizacional individual. Entretanto, se todos começarem a se comportar dessa forma ela levará a uma lenta morte organizacional coletiva.

Segundo, quando as informações são compartilhadas e opiniões e sentimentos são geridos adequadamente, as pessoas estão dispostas a agir quaisquer que sejam as decisões tomadas. Quando as pessoas participam de uma discussão aberta em na qual há troca de ideias, participam do fluxo livre de informações relevantes.

Por outro lado, quando as pessoas não estão envolvidas e principalmente comprometidas, quando ficam de lado, caladas, durante conversas delicadas, raramente há comprometimento em relação à decisão tomada. Visto que as ideias de alguns membros permanecem com eles e suas opiniões não chegam ao reservatório, elas acabam criticando em silêncio e resistindo passivamente. Segundo Samuel Butler, “Aquele que cede contra sua vontade ainda mantém a própria opinião”.
Assista aqui o vídeo.
Ao nos prepararmos para enfrentar uma conversa decisiva, pretendendo estimular a troca de informações relevantes, a maioria das pessoas logo muda os objetivos iniciais para metas muito menos positivas.