Segundo o relato de Atos dos Apóstolos 16:16, em Filipos, Paulo curou uma escrava que estava sob o domínio de um “espírito pitônico” (de Píton, divindade grega muito cultuada na época). Na mitologia grega, Píton era uma serpente ou dragão que vivia na região de mesmo nome, ao pé do Monte Parnaso, e da qual se afirmava que guardava o oráculo de Delfos. Narra o mito que Apolo matou essa grande serpente para adquirir seu espírito de adivinhação. Por isso, era denominada pitonisa toda mulher que tivesse o dom de prever o futuro ou fosse sacerdotisa de Apolo.
A expressão “temente a Deus” para designar Lídia em At 16:14 revela uma categoria religiosa bem específica. Temente a Deus era uma pessoa gentia (não judia) que simpatizava com o judaísmo e participava do culto na sinagoga. Os “tementes a Deus” estavam familiarizados com o Antigo Testamento (na versão grega – LXX) e com as práticas judaicas do amor ao próximo, da observância do Decálogo (dez mandamentos), da doação de esmolas, da santificação do tempo (orações em horários definidos) e praticavam o monoteísmo ao Deus de Israel.
Ao afirmar que não havia edifício para sinagoga, mas que os judeus residentes em Filipos se reuniam aos sábados à margem de um rio (cf. At 16,12-13), o texto bíblico refere-se possivelmente à existência de judeus helenistas.

Paulo e Silas deixaram uma igreja formada. Entre as pessoas que colaboraram com os missionários estão algumas mulheres. Em Fl 4,2-3, Paulo roga a Evódia e a Síntique que se ponham em harmonia no Senhor (a expressão grega pode ser traduzida por “sentir” ou “pensar” (cf. Fl 2,2). São mulheres evidentemente de destaque na comunidade. Paulo se dirige a ambas recordando o fato de que haviam colaborado com ele tanto quanto Clemente. O verbo que descreve a ação dessas mulheres é synathléo (que significa “esforçar-se ao mesmo tempo junto com alguém”) usado por Paulo apenas em Filipenses, nessa passagem 4,3 e em 1,27 quando se esforçam juntos para manter a fé. O verbo synathléo era usado na linguagem cotidiana para exprimir a luta penosa e até mesmo a morte com que os gladiadores estavam submetidos no circo romano. Isso mostra o valor dessas mulheres e dos filipenses em geral.

De acordo com os historiadores, como Heródoto, o rei e general Leônidas foi até ao Oráculo de Delfos perguntar sobre a possibilidade do exército grego, com cerca de 5 mil soldados dos quais 300 guerreiros espartanos, enfrentar sozinho sete mil persas no desfiladeiro das Termópilas. A pitonisa teria ditado e o sacerdote escreveu o seguinte: “Vais Vencerás Não Morrerás lá”. E o general Leônidas, então, foi para a guerra e morreu junto com seu exército. Diz a lenda, que o filho, também ele Leônidas, depois se dirigiu a Delfos a cobrar a sentença e adivinhação errada. Quando o sacerdote entendeu o pergaminho e a situação,  leu: “Vais. Vencerás? Não. Morrerás lá”. De fato, o textos gregos não tinham pontuação e sua interpretação passava pelos sacerdotes.

Plutarco (46-120 d.C.) deixou um extenso testemunho sobre o funcionamento do oráculo. Descreveu as relações entre o deus, a mulher e o gás, comparando Apolo a um músico, a mulher a seu instrumento e o pneuma ao plectro, com o qual ele a tocava para fazê-la falar. Plutarco enfatizou que o pneuma era apenas um elemento que desencadeava o processo.
A ÚNICA REPRESENTAÇÃO da sacerdotisa, ou pitonisa, de Delfos, da época em que o oráculo estava ativo, mostra a câmara de teto baixo e a pitonisa sentada em um trípode. Em uma das mãos ela segura um ramo de louro (a árvore
sagrada de Apolo); na outra ela segura uma taça contendo, provavelmente, água proveniente de uma fonte e que penetrava, borbulhando, na câmara, trazendo consigo gases que levavam a um estado de transe. Esta cena mitológica mostra o rei Egeu de Atenas consultando a primeira pitonisa, Têmis.

A Scientific American Brasil, edição nº 16 de setembro de 2003 publicou um artigo no qual JOHN HALE, JELLE DE BOER, JEFF CHANTON E HENRY SPILLER (uma equipe interdisciplinar para investigar o oráculo de Delfos) concluiram que os estudiosos do século passado que qualificaram como mito a explicação tradicional segundo a qual vapores que emergiam da terra intoxicavam e inspiravam as sacerdotisas profetisas de Delfos, não poderiam estar mais enganados.
Descobertas científicas recentes mostram que esta explicação era, de fato, extraordinariamente precisa. Os autores não só identificaram, em particular,
duas falhas geológicas que se cruzavam precisamente sob o local do oráculo, como também concluiram que as ricas camadas petroquímicas nas formações calcárias da região produziam, provavelmente, etileno, gás que leva a um estado de transe e que pode ter ascendido através das fissuras criadas pelas falhas.

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According to Acts 16.16 , at Philippi city, Paul healed a slave who was under the rule of a “divination spirit” ( for python, very Greek deity worshiped at the time) . In Greek mythology , Python was a serpent or dragon that lived in the region of the same name , at the foot of Mount Parnassus , and which stated that guarded the oracle at Delphi city. The myth sayd that Apollo killed this great serpent to acquire your spirit of divination. So it was called Pythia every woman who had the gift of predicting the future or was priestess of Apollo.
The expression ” God-fearing ” to designate Lydia in Acts 16.14 shows a very specific religious category . God fearing person was a Gentile (non-Jewish) who sympathized with Judaism and participated in the worship in the synagogue . The “God-fearing” were familiar with the Old Testament ( in Greek – LXX ) and Jewish practices of charity , the observance of the Decalogue ( Ten Commandments ) , the giving of alms , the sanctification of time ( in prayers set times ) and practiced monotheism the God of Israel.
By stating that there was no building for the synagogue , but Jews in Philippi residents gathered Saturday at a river ( cf. Acts 16:12-13 ) , the biblical text refers to the possible existence of Hellenistic Jews .

Paul and Silas left a church formed . Among those who worked with the missionaries are some women . In Phil 4,2-3 , Paul pleads with Euodia and Sintiche who put in harmony in the Lord ( the Greek can be translated ” feel ” or “think ” ( cf. Phil 2:2). Course women are prominent in the community . Paul addresses both recalling the fact that they had collaborated with him as much as Clemente . the verb that describes the action of these women is synathléo ( which means ” strive at the same time together with someone ” ) used by Paul only Philippians , this passage when 4.3 and 1.27 strive together to keep the faith. synathléo the verb was used in everyday language to express uphill struggle and even death to the gladiators in the Roman circus were submitted . this shows the value of these women and the Philippians in general.

According to historians, like Herodotus, king Leonidas and general went to the Oracle at Delphi to ask about the possibility of the Greek army, with about 5000 soldiers of which 300 Spartan warriors, face alone seven thousand Persians in the pass of Thermopylae. The Pythia would have dictated the priest wrote: “You will conquer. Not you will die there.” And Gen. Leonidas then went to war and died along with his army. Legend said that  Leonidas’s son went to Delphi to faced the judgment and guessing wrong. When the priest understood the situation and parchment, read: “You will. Conquer? No. You will die there. “In fact, the Greek texts had no punctuation and its interpretation by the priests passed.

The oracle of Delphi in Greece was the telephone psychic of ancient times: People came from all over Europe to call on the Pythia at Mount Parnassus to have their questions about the future answered. Her answers could determine when farmers planted their fields or when an empire declared war. The Pythia, a role filled by different women from about 1400 B.C. to A.D. 381, was the medium through which the god Apollo spoke.

According to legend, Plutarch, a priest at the Temple of Apollo, attributed Pythia’s prophetic powers to vapors. Other accounts suggested the vapors may have come from a chasm in the ground.bGreece sits at the confluence of three tectonic plates. The shifting of these plates continually stretches and uplifts the area, which is riddled with faults.

Several years ago, Greek researchers found a fault running east to west beneath the oracle’s temple. De Boer and his colleagues discovered a second fault, which runs north to south. “Those two faults do cross each other, and therefore interact with each other, below the site,” said De Boer.

Three decades later, in 1981, Dr. de Boer went to Delphi not to study old puzzles but to help the Greek government assess the region’s suitability for building nuclear reactors. His main work was searching out hidden faults and judging the likelihood of tremors and earthquakes. “I remember him throwing the map at me,” Dr. Hale said of Dr. de Boer. ” `It’s petrochemicals!’ ” No volcanism was needed, contrary to the previous speculation. Simple geologic action, Dr. de Boer insisted, could heat the bitumen, releasing chemicals into temple ground waters.