HE - OCDE

Entre 1950 e 1980, o PIB cresceu, em média, 7,4% ao ano . A decomposição dessa alta revela que a produtividade foi crucial, respondendo por 58% do crescimento do período, enquanto o aumento populacional foi responsável por 40% do crescimento.

Entre 1980 e 2000, período das “duas décadas perdidas” em que PIB alcançou média de 2,1% ao ano, a equação foi outra.O aumento da população respondeu por nada menos do que 88% do avanço do PIB, enquanto a contribuição da produtividade foi negativa.

Nas projeções feitas para os próximos anos, a perda de força dos componentes demográficos na composição do PIB fica patente, especialmente diante do esgotamento do fenômeno conhecido como “bônus demográfico” – período em que a população ativa é, proporcionalmente, mais numerosa dentro da população total.

Assim, um crescimento médio anual de 3,3% do PIB entre 2010 e 2020 exigiria uma contribuição da 60% da produtividade. Se a meta for uma expansão de 4,3% ao ano, em média, a contribuição terá que ser ainda maior dos ganhos de produtividade: de 70% da variação do PIB.

A taxa de crescimento da produtividade da mão de obra agropecuária deve ser da ordem de 4% nos últimos 20 ou 30 anos”, afirma Bonelli. O problema, emenda, é que a agropecuária representa penas 6% do PIB. “E o que acontece é que em setores como construção, comércio e outros serviços, que têm muito peso no PIB e muita mão de obra, a produtividade cresce pouco“.

Não é que o brasileiro trabalhe pouco. Trabalhamos mais horas por dia do que americanos e alemães. Ou seja, se considerarmos a produtividade por hora trabalhada, o quadro é ainda pior. Neste quesito, éramos o penúltimo de 30 países em 1950, somos o último de 52 países em 2012.

Nosso problema é a eficácia questionável e a baixa eficiência. Eficácia é a medida de atingimento dos resultados desejados e eficiência refere-se à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados.

Embora a proporção de pessoal com formação universitária na população economicamente ativa tenha aumentado desde 2003, o aumento na sua renda cresceu apenas 3%, enquanto a renda da população economicamente ativa em geral cresceu 19%. Isto se deve a vários fatores: formação em carreiras que não têm procura, proliferação de cursos de baixa qualidade, etc. Assim , temos pessoas tituladas trabalhando em profissões que nada têm a ver com sua formação e que exigem baixa qualificação. Outro fator é que o brasileiro apresenta uma inapetência geral por carreiras técnicas. Somos uma nação de bacharéis e humanistas.

Outro valor que nos atrapalha na competição internacional é o paternalismo que está por trás do tamanho e da ineficiência da máquina pública em que a maioria busca emprego sem grande trabalho. O paternalismo também se expressa quando as pessoas esperam que o seu próprio desenvolvimento seja uma atribuição do Estado ou das organizações e não assumam a responsabilidade pela própria educação. Ou quando privilégios de pessoas, empresas e setores se cristalizem como direitos. Tudo isso sem falar na complexidade e ineficiência dos nossos sistemas tributário, trabalhista e previdenciário.

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But data from the OECD, a club of rich countries, tell a more positive story. For the countries for which data are available the vast majority of people work fewer hours than they did in 1990:

And it seems that more productive—and, consequently, better-paid—workers put in less time in at the office. The graph below shows the relationship between productivity (GDP per hour worked) and annual working hours:

The Greeks are some of the most hardworking in the OECD, putting in over 2,000 hours a year on average. Germans, on the other hand, are comparative slackers, working about 1,400 hours each year. But German productivity is about 70% higher.

One important question concerns whether appetite for work actually diminishes as people earn more. There are countervailing effects. On the one hand, a higher wage raises the opportunity cost of leisure time and should lead people to work more. On the other hand, a higher income should lead a worker to consume more of the stuff he or she enjoys, which presumably includes leisure.

Some research shows that higher pay does not, on net, lead workers to do more. Rather, they may work less. A famous study by Colin Camerer and colleagues, which looked at taxi drivers, reached a controversial conclusion. The authors suggested that taxi drivers had a daily income “target”, and that:

When wages are high, drivers will reach their target more quickly and quit early; on low-wage days they will drive longer hours to reach the target.

Alternatively, the graph above might suggest that people who work fewer hours are more productive. This idea is not new. Adam Smith reckoned that

[T]he man who works so moderately as to be able to work constantly, not only preserves his health the longest, but in the course of the year, executes the greatest quantity of works.

There are aberrations, of course. Americans are relatively productive and work relatively long hours. And within the American labour force hours worked among the rich have risen while those of the poor have fallen. But aA paper released yesterday by the New Zealand Productivity Commission showed that even if you work more hours, you do not necessarily work better. The paper made envious comparisons between Kiwis and Australians—the latter group has more efficient workers.