Justin Welby, o novo Arcebispo de Canterbury, compartilhou recentemente seu testemunho com a imprensa e disse que nem todo “verdadeiro cristão” precisa ter uma experiência de conversão pessoal e que, para ele, falar em línguas é rotina. “É apenas uma parte da rotina de disciplina espiritual – você escolhe falar e você fala uma língua que você não sabe. Apenas vem,” disse Welby em uma entrevista com o Telegraph.

Welby foi anunciado o arcebispo de Sé de Canterbury em 9 de novembro de 1992. Ele oficialmente assumiu o seu posto em 4 de fevereiro de 2013, e foi empossado em 21 de março de 2013. Ele sucedeu Dr. Roman Williams. O Arcebispo da Cantuária (em inglês: Archbishop of Canterbury) é o líder espiritual da Igreja Anglicana, já que cada província (43 em todo o mundo) é autônoma, formando a Comunhão Anglicana que segue seu preceitos litúrgicos, exclusivamente bíblicos, e orienta-se pelo Livro de Oração Comum.

O Papa Francisco cumprimenta o novo líder mundial dos anglicanos, Justin WelbyFoto: OSSERVATORE ROMANO / AFPO arcebispo Dr. Rowan Williams anunciou em março de 2012 ter aceitado a posição de Master do Magdalene College da Universidade de Cambridge, função que passará a ocupar em janeiro de 2013. Renunciou, assim, ao ofício de Arcebispo de Cantuária até o final de 2012, nove anos depois de tê-lo assumido.

O arcebispo de Canterbury é o líder espiritual dos cerca de 80 milhões de fiéis, que frequentam 44 instituições religiosas em 165 países. Casado e pai de cinco filhos, ex-executivo da indústria do petróleo, Justin Welby, de 57 anos, 105º Arcebispo de Canterbury, sucedeu Rowan Williams, que renunciou no final de 2012 depois de nove anos ao posto de chefe da Igreja da Inglaterra.

O chefe da Comunhão Anglicana mundial disse ao jornal The Telegraph que era devido à graça que ele ficou comprometido com sua decisão de seguir a Jesus Cristo. “É a graça. A graça é uma realidade. Sentimentos são efêmeros”, disse ele.

A afirmação ocorre diante de um escândalo financeiro da Igreja Anglicana. No discurso, criticam os altos juros cobrados por empresas de empréstimo de curtíssimo prazo. A iniciativa foi bem vista, até que um jornal descobriu que a igreja – indiretamente – financiava os empréstimos abusivos. A Igreja aplicou num fundo que investiu na maior empresa do setor, chamada Wonga. O arcebispo disse que não sabia da relação, que é extremamente embaraçosa.

De modo similar, tanto os líderes da Igreja Católica e Anglicana foram substituídos no início de 2013. Ambas as igrejas enfrentam dificuldades financeiras para manter sua pesada estrutura. O Vaticano enfrenta dificuldades para lidar com acusações de desvio de recursos de seu banco. Agora, surgem questionamentos sobre aplicações financeiras de grupos religiosos, entre os quais a igreja Anglicana. Tendo isso em vista, as críticas contra as igrejas neo-pentecostais no Brasil e no mundo parecem ser hipócritas e demagógicas. É necessário retirar a madeira opaca diante dos olhos para notar algum cisco em outros olhos.

A empresa aproveitou a polêmica para se defender e provocar a Igreja. Publicou em todos os jornais 10 mandamentos da relação transparente com os clientes. O arcebispo prometeu rever os investimentos da Igreja, que hoje limita – mas não proíbe – aplicações em empresas ligadas a pornografia, jogo, bebida e equipamentos militares.

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Justin Welby, the new Archbishop of Canterbury, recently shared his testimony with the press and said that not every “true Christian” needs to have a personal conversion experience and that for him, speaking in tongues is routine.

“It’s just a routine part of spiritual discipline – you choose to speak and you speak a language that you don’t know. It just comes,” said Welby in an interview with The Telegraph.

The largest Anglican church in the country has a congregation of 5,000 people spread across 10 services every Sunday. It is the birthplace of Alpha, the course introducing people to a friendly form of Evangelical Christianity, which has now been taken by 19 million people across the world and even attracted the praise of the Pope.

By this time he was the group treasurer of Enterprise Oil, raising money for the exploitation of gas in the North Sea. Former colleagues describe him as “not being Churchy” and say that he “revelled” in the rough and tumble of major deals and takeovers. Last year he told the magazine Financial World: “I was good at structuring hedges [hedge funds] … and it just all turned into gold.”

So why did this rising star of the City give it all up to become a priest? The day he knew he had to concentrate on the Church came in 1987, when he heard an American speaker at HTB. “At that moment,” he said, “it just came to the front of my mind.”

The speaker is thought to have been John Wimber, leader of the Vineyard movement. A former keyboard player with the Righteous Brothers, this genial, charismatic Californian played a part in Bob Dylan’s conversion to Christianity, but was best known for his belief in the power of the Holy Spirit to heal people emotionally and physically. His meetings were highly charged, with people often laughing or in tears, speaking in tongues or falling down, apparently overcome by the Spirit.

Welby’s personal spirituality has broadened considerably since then. HTB has also matured, becoming a strong part of the Anglican mainstream. But what he does seem to have carried with him from Wimber is the sense of faith as a great adventure, demanding that followers risk everything on the Lord.

He was rejected for ordination at first by the Bishop of Kensington, who told the future archbishop: “There is no place for you in the Church of England.” But Welby had the support of the influential Sandy Millar, then Vicar of HTB, and eventually made it to St John’s College in Durham. He and Caroline lived off savings and investments from his time in the City as he trained, but by the time he was a curate in Nuneaton the money had begun to run out.

All five of their children went to state schools. Life was a struggle, but he was working in the midst of even greater poverty there and in his next parish, Southam. “I have never had demands on me as acute as when I was a parish priest,” he said. There was not even a salary for his next job, as Canon and working in the centre for peace and reconciliation at Coventry Cathedral. He raised his own funding to go off and mediate in the trouble hotspots of the world, specialising again in Africa.

This work continues, despite his having been threatened and held at gunpoint. Once he narrowly avoided being kidnapped during a visit to negotiate with warlords in the swamps of the Nigerian Delta. One leader told him, through an interpreter: “Well, it looks like we’re not going to kill you. We’ll have to take you as a hostage instead.” Welby later recalled persuading him that “nobody would pay to have me back”.

His deep personal commitment to Nigeria will at least buy him time with the outspoken archbishops of Africa, who are dismayed at the attitudes being taken by the Western church towards women and homosexuality.