Uma pesquisa realizada em 34 países e publicada em agosto de 2006 pela revista Science mostra que, na Islândia, Dinamarca, Suécia e França, mais de 80% dos adultos aceitam como verdadeira a teoria da evolução, percentual que fica em 78% no Japão. Em contrapartida, em países como Estados Unidos, Turquia, Bulgária, Grécia, Romênia, Áustria, Polônia e Suíça, cerca de 40% a 60% da população acredita que a teoria da evolução é falsa ou não tem certeza sobre sua validade.

Penso que o entendimento de Dias Eras parece ser bem razoável na exegese dos 2 primeiros versículos de Gênesis:

  1. No princípio criou Deus os céus e a terra.
  2. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
  3. E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
  4. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
O primeiro verso pode encerrar muito trabalho criativo-evolutivo. O Caos expresso no segundo verso pode ter ocorrido pela queda de Lúcifer e seus anjos. Os efeito sobre a terra podem ter sido épicos. Porém o Espírito de Deus prosseguiu na Criação que não sofreu interrupção.

evolucionismo x criacionismoNo Brasil a situação não é muito diferente. Uma pesquisa encomendada ao Ibope mostrou que 33% dos brasileiros creem que o ser humano foi criado por Deus há cerca de 10 mil anos, enquanto 54% aceitam que os humanos surgiram há milhões de anos, mas por um processo dirigido por Deus. Entre os entrevistados dessa pesquisa, 89% concordam que o criacionismo deva ser ensinado nas escolas e 75% acham que essa concepção deve substituir o evolucionismo em sala de aula.

Bizzo realizou pesquisa com 2,3 mil estudantes do ensino médio de todo o Brasil, com uma média de idade de 15 anos. Esse estudo revelou que, para mais de 70% dos entrevistados, a religião não os impede de aceitar a evolução biológica. E cerca de 64% concordaram que “as espécies atuais de animais e plantas se originaram de outras espécies do passado”. Esses resultados podem ser uma indicação de que os jovens brasileiros são flexíveis o suficiente para conciliar sua fé com o conhecimento científico.