Imbatível durante sete anos na Volta da França, o americano Lance Armstrong, que chegou a ser considerado uma lenda do ciclismo, teve sua imagem manchada para sempre por ter montado um sofisticado esquema de doping, e perdeu oficialmente, nesta semana, os títulos conquistados de 1999 a 2005.

Depois de derrotar Lance Armstrong e tirar dele seus sete títulos do Tour de France conquistados entre 1999 e 2005, a USADA (agência antidoping dos Estados Unidos) volta a atacar o ciclista. Em documento encaminhado para a União Ciclística Internacional (UCI) e a Agência Mundial Antidoping (WADA) e a ser divulgado nesta quarta-feira, o órgão afirma que Armstrong era a figura central do programa de doping mais “sofisticado, profissional e bem-sucedido” que o esporte já viu.

 

O relatório feito pela USADA tem mais de mil páginas e conta com o testemunho de 26 atletas, sendo 11 deles pertencentes ao US Postal Service Pro Cycling Team, equipe de Armstrong. Além de terem assumido o uso de doping, ex-colegas do ciclista afirmaram que ele se dopava, encorajava os outros e administrava os produtos ilegais no time.

A decisão da União Ciclística Internacional (UCI) acaba de vez com o mito do atleta que para muitos representou um exemplo de superação por voltar a competir em alto nível mesmo depois de ter sido atingido por um câncer nos testículos em 1996.

“Depois” de sobreviver à doença, Armstrong tornou-se um competidor implacável em corridas por etapas, com muita frieza e uma grande autoridade sobre o pelotão. Quando voltou a disputar a Volta da França em 1999, já não era mais o mesmo homem. Seu diretor esportivo, Johan Bruyneel, o convenceu do seu potencial de vencer a competição de maior prestígio do ciclismo mundial.

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