Dois acontecimentos que se cumprem conforme a Palavra de Deus. O Rio Eufrates secando e as manifestações nos últimos dias no Egito, onde o que se vê é exatamente como está escrito na Bíblia.

O primeiro nos fala sobre o Rio Eufrates. Estrangulado pelas políticas de água dos vizinhos do Iraque, a Turquia e a Síria; anos de seca e de uso inadequado pelo Iraque e seus agricultores, o rio está significativamente menor do que há apenas poucos anos. Algumas autoridades temem que em breve poderá ser a metade do que era.  O encolhimento do Eufrates, um rio tão crucial para o nascimento da civilização que o Livro do Apocalipse profetizou sua seca como um sinal do final dos tempos, tem dizimado as fazendas ao longo de suas margens, tem deixado pescadores empobrecidos e esvaziado as cidades à beira do rio, à medida que os agricultores fogem para cidades maiores à procura de trabalho.

Há pelo menos sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades de água iraquianas, e sem nenhum tratado ou acordo, o governo iraquiano fica reduzido a implorar por água junto aos seus vizinhos.

Os rios Eufrates e Tigre não apresentavam uma fonte de conflito entre os Estados ribeirinhos até o início da década de 1970. O Iraque foi o primeiro a desenvolver mecanismos para o aproveitamento hídrico dos dois rios no século XIX através de canais para irrigação do solo. Quando o país ainda pertencia ao Império Otomano, foi construída uma barragem do rio Eufrates em Hindiya e uma barragem em Ramadi destinadas à irrigação agrícola e controle de inundações.

A Síria reduziu o fluxo de água do rio Eufrates para o Iraque em 75% entre Novembro de 1989 e Janeiro de 1990. Em Novembro de 1989, a Turquia comunicou à Síria e ao Iraque que o fluxo de água do rio Eufrates seria reduzido por um mês para que a barragem de Attatürk fosse completada em Janeiro de 1990. A bacia dos rios Eufrates e Tigre são contíguas à bacia do rio Jordão e a Síria compartilha as duas. Logo, a hidropolítica nos rios Eufrates e Tigre não estão imunes às decisões políticas de Israel na bacia do rio Jordão.

Os curdos são conhecidos pelos conflitos separatistas com o governo turco. Esse grupo étnico ocupa a região de sudeste do planalto de Anatólia e algumas partes do leste e centro da Turquia. Além disso, habitam também parte do Irã, norte do Iraque, nordeste da Síria, partes na Geórgia, Armênia e Rússia. Os curdos acusam a Turquia de utilizar os projetos hídricos como uma arma de guerra contra eles. Os governantes turcos afirmam que a água dos rios Eufrates e Tigre nascem em território turco, portanto, eles têm todo o direito de desviar a água, impedir a passagem do fluxo e construir barragens para o desenvolvimento da região.

Embora, nessa década de 2000, os três países estejam reunindo esforços para negociar novamente a questão hídrica, a Turquia continua propondo uma cooperação sobre o recurso hídrico, somente através de acordos bilaterais. Logo, ela tenta influenciar a Síria e o Iraque a
agirem de acordo com seus princípios, normas, regras e processos decisórios.

Apocalipse 16:12 “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente.

O segundo acontecimento nos fala sobre o Egito que nos últimos meses foi palco de uma grande manifestação popular onde o chefe de estado Mubarak, que governava o país desde 1981, renunciou, sendo que a maior parte do governo foi em regime de ditadura.

No livro de Isaías, capítulo 19, verso 2, há um relato sobre o que houve no Egito nesses últimos dias: egípcios contra egípcios em busca de seus interesses, pois, de um lado egípcios apoiavam e do outro, a grande maioria islâmica, queria o fim do mandato de Mubarak.

Há quem sustente que o povo egípcio não estava nas ruas por questões religiosas e sim porque, entre outras coisas, decidiu cobrar as promessas civilizatórias do Ocidente: democracia, liberdade, prosperidade e justiça social. É pertinente dizer que o povo lutou para ser livre e viver em um país, de certa forma, igual pra todos. Mas o que também se viu, foi uma manifestação de teor religioso, onde os islâmicos fizeram protestos contra aqueles considerados seus inimigos.

É interessante observar toda a profecia do capítulo 19 de Isaías, pois por causa da idolatria o Egito perece.

Isaías 19:2 “Porque farei com que os egípcios se levantem contra os egípcios, e cada um pelejará contra o seu irmão e cada um, contra o seu próximo, cidade contra cidade, reino contra reino.