A Mães da Sé, uma Organização Não Ggovernamental (ONG) conhecida nacionalmente por auxiliar a polícia a encontrar pessoas desaparecidas. O motivo foi que, segundo a investigação, Ivanise liberou um condenado de prestar 28 horas de serviço comunitário na ONG desde que pagasse R$ 100. O condenado, o carpinteiro Francisco Leite, de 61 anos, pagou, pegou sua ficha de presença assinada indevidamente e a entregou ao seu advogado, que denunciou a ONG para a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e ao Ministério Público.

Leite foi detido em 2004 por porte ilegal de arma. Segundo a versão dele, a arma seria doada na Campanha do Desarmamento. Ficou cinco dias preso e, em 2007, foi condenado pela Justiça a prestar o serviço comunitário. “O juiz entendeu que meu erro não foi grave. Mas quando fui cumprir a pena, fizeram uma coisa errada comigo”, disse o carpinteiro. Após denunciar o caso, ele prestou o serviço em uma outra instituição. No processo, Ivanise negou a fraude.

Desde 2005, a Mães da Sé já recebeu 50 condenados à prestação de serviço encaminhados pela SAP. Hoje, dois estão atuando na entidade. “Foi a primeira vez que tivemos uma denúncia sobre essa fraude e estamos acompanhando o caso na Justiça. Se for constatada a irregularidade, vamos descredenciar a ONG”, disse o coordenador de reintegração social da SAP, Mauro Rogério Bitencourt.

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