Cientistas britânicos estão mais perto de desvendar a causa da possível destruição das cidades de Sodoma e Gomorra – evento narrado na Bíblia. Ao menos é que o promete a dupla Alan Bond, da empresa Reaction Engines, e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol: eles garantem que conseguiram decifrar o conteúdo do bloco de argila conhecido como Planisfério, no qual está escrito o testemunho de um astrônomo sumério acerca da passagem de um asteróide pela Terra.

A placa, em escrita cuneiforme, é datada de 700 a.C. Para desvendá-la, Bond e Hempsell utilizaram técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstróem o céu observado há milhares de anos.  Segundo a interpretação, os eventos descritos pelo astrônomo sumério são relativos à noite de 29 de junho de 3123 a.C. O rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC, devastando uma área de aproximadamente 1 milhão km². A escala da devastação se assemelha à descrição presente no Velho Testamento. Segundo a Bíblia, as cidades foram destruídas por Deus como punição a atos imorais praticados nelas.

Conhecido como “Planisfério”, o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os acadêmicos. O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos. Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (calendário juliano).
Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro.
Impacto
De acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande. O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico. Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.

Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Velho Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos. O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do
que pelo impacto da explosão nos Alpes. Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto.