Vivemos dias de mudança social em nosso país. A ascensão das classes C e D, o crescimento dos evangélicos e o clamor por justiça na sociedade indicam que o Brasil não será mais o mesmo.

Como resultado da campanha salarial dos bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, estes ocuparam seu Quartel e, no dia seguinte, foram presos pela Polícia Militar. Devido aos baixos salários, eles contam com o apoio da população. No governo anterior, a Corporação foi reestruturada e ganhou mais prestígio. Visivelmente transtornado, o gov. Sergio Cabral criticou: “Eles jamais poderiam se deixar seduzir pelo discurso fácil, messiânico, fundamentalista, que mistura Bíblia e política”.

Para Sergio Cabral, FHC, Juca Kfouri, entre outros, não se pode misturar Fé com futebol. Não se pode utilizar religião para promover intervenções sociais. Não se pode admitir cristãos na política. Karl Barth era contrário ao funcionamento de partidos cristãos. Para ele, os cristãos deveriam se misturar nos partidos, sindicatos e associações assim como um bom fermento ajuda a produção de um pão.

Notavelmente, o povo brasileiro está conhecendo os princípios bíblicos básicos. E eles querem aplicá-los nos seu cotidiano. Os políticos, empresários e sociólogos da geração tradicional ainda não se deram conta disso. Deve haver separação da igreja e estado mas isso não quer dizer fé e estado. Quero dizer que mais pessoas de fé estão alcançando posições importantes de governo e, por isso, estão atrapalhando o velho modelo de fazer política e negócios.

Por causa dessa postura incômoda, meu velho chefe me alertou: “_ Você precisa fazer a escolha entre o que você quer: a Petrobras ou a igreja.” Não o respondi porque a pergunta estava errada. O que menos lhe incomodava era a igreja devido conhecer suas mazelas internas através de traidores que lhe traziam as fofocas. O que lhe incomodava era a fé em ação. A presença do Espírito Santo na vida do crente incomoda e influencia o jogo. Assim como Abraão, sempre aparece gente do bem para te apoiar e estabelecer alianças. E a Mão de Deus age a seu favor contra quem representa Faraó!

Conforme a igreja evangélica, percebo influência nas Instituições. Recentemente, o STF foi criticado pela por legislar a favor da união estável entre gays. Seria o STF capaz de reconhecer seu erro eventual para que não se transforme num erro histórico? Dizem os especialistas que isso jamais aconteceu. Mas, digo, os ministros são humanos e deveriam ser livres para voltar ao início. Isso é fazer história se encontrar com o seu povo!

Para os políticos corruptores, o certo é corromper pastores através de seus votos. Para eles, isso não é misturar Bíblia com política. Jesus ensinou a definição de hipócritas ao denunciar os fariseus! Após Sua morte e ressurreição, Jesus deixou Sua igreja que em 3 séculos conquistou seus perseguidores. A influência dos princípios cristãos sobre as leis romanas e o conceito de família foi transformadora.

Agora, querem impedir os pastores de ensinar o povo brasileiro sobre orientação sexual. Líderes evangélicos se uniram, como há muito tempo não se via, e entregaram no Senado Federal uma petição com um milhão de assinaturas a fim de encerrar o PLC-122 que discrimina as demais minorias no Brasil. A sen. Marta Suplicy tenta restringir o ensino “dentro” dos templos. Nesses políticos é impossível acreditar.

Enquanto a Comunidade Européia impõe restrições sobre o uso de drogas na Holanda: só para cidadãos holandeses e cadastrados. O Fantástico, da TV Globo, apóia a regulamentação (não legalização) da maconha. O filme Quebrando tabu traz o FHC, e outros ex-presidentes que jamais voltarão, apoiando a tragédia anunciada. O gov. Sergio Cabral apóia a legalização do uso da maconha. Na visão deles, o Estado gastaria menos quando as drogas não fossem criminalizadas. É semelhante um pai liberar o filho para consumir drogas a fim de não se aborrecer mais. O gesto traria paz temporária. Mas o que viria depois? Só mais destruição!

O Salmo diz que se O Senhor Deus não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Porém, se não há sentinelas, o que será das cidades? O Jornal Nacional demonstrou como são tratadas as portas e janelas desta nação. Por elas entram drogas, armas e agrotóxicos. Com que cara pedimos a Deus para guardar nossas cidades? Com que cara esses políticos, sabendo dessas fragilidades, pedem que a maconha seja liberada? Lembre-se, eles já conseguiram no referendo sobre armas de fogo.