A Polícia Federal fechou três casas clandestinas de bingo no Rio de Janeiro na semana passada. A última, localizada no Alto da Boa Vista, zona norte da cidade, funcionava em uma mansão luxuosa.

O lugar era freqüentado por empresários e advogados. No estacionamento, havia carros importados. Quando a polícia chegou cerca de cem pessoas usavam as máquinas. Como apenas a exploração do jogo é considerada ilegal, e não a aposta, os jogadores foram identificados e liberados.

A polícia prendeu seis funcionários. Entre eles, um policial militar, que seria o responsável pela segurança. Em uma das salas, foi encontrada uma central de monitoramento, com oito câmeras. O bingo funcionava há pelo menos seis meses e foi descoberto por meio de uma denúncia anônima.

A suspeita do delegado Hélio Khristian, que investiga o caso, é de que uma família vivia na mansão. Os armários tinham roupas e os quartos estavam decorados.

– Será investigada a possibilidade de uma organização criminosa, a existência de uma organização criminosa, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, uma série de crimes.

O proprietário do imóvel não foi localizado. O delegado disse ainda que suspeita que o contraventor  Luiz Pacheco Drummond, presidente de honra da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, esteja por trás do negócio.

Desde o início do ano, 1.500 máquinas de jogos de azar foram apreendidas na cidade.