O caso do desaparecimento de Eliza Samúdio levantou duas questões importantes:

1. O aumento da violência contra mulheres;

Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo (2001), uma em cada cinco brasileiras (19%) sofreu algum tipo de violência por parte de algum homem: 16% relatam casos de violência física, 2% de violência psíquica e 1% de assédio sexual. Quando os(as) entrevistadores(as) descrevem as diferentes formas de agressão, 43% das entrevistadas reconhecem ter sofrido algum tipo de violência, 33% experimentaram alguma violência física, 27% violências psíquicas, 11% assédio sexual e 11% também teriam sido espancadas. Na população, isso significa algo em torno de 6,8 milhões de mulheres. Considerando a proporção das que sofreram espancamento no ano anterior à pesquisa, calcula-se que a cada 15 segundos uma mulher é espancada em nosso país.

O tema tem implicações sobre a saúde emocional de nossas famílias. Quando um casal não vê as brigas diminuirem, está na hora de buscar ajuda. Normalmente vem de casais mais experientes, amigos e imparciais.

2. A constante criação e manutenção de ídolos desportivos.

A geração de ídolos e modismos criados pela Mídia pega nossos adolescentes e jovens em cheio. Mesmo tendo boa formação familiar, uma avalanche de informações lhes está disponível num simples clicar. Como o Brasil é o país do futebol, não faltam ídolos. Em um país vazio de heróis, o esporte foi escolhido para gerar exemplos de superação a serem seguidos. Porém, os heróis de hoje podem ser os vilões de amanhã.

E o Governo pretende reprimir quem pode educar nossos adolescentes: seus pais. Os pais precisam de apoio, de ajuda, de ensino. Eles não podem ser substituídos por tutelas ou psicólogos. Afastar os filhos da correção dos pais é um caminho que contraria os princípios da Palavra de Deus.