O Governo Federal está forçando migrações para a cidade do Rio de Janeiro. Análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) indica que a entrada de pessoas (imigração) no Estado do Rio de Janeiro aumentou 43,2% em 2008 em relação a 2007. Por outro lado, afirma o Ipea, a saída de pessoas do Estado (emigração) diminuiu 5,4%. Bom, famílias em mudança são famílias potencionalmente receptivas.

Não me refiro às migrações pendulares, ou seja, devido à movimentação para trabalho e estudo na cidade do Rio de Janeiro. A propósito, demasiadamente concentrada no centro histórico. Parece que os administradores da cidade são incapazes de criar soluções para este problema. É só olhar o fluxo dos transportes dos trens e metrô. Em 1980, 79% dos migrantes pendulares metropolitanos destinavam-se ao município da capital, valor este que cai para 66,8% em 2000. Os resultados do Censo Demográfico de 2000 mostram que maioria destes migrantes pendulares é residente nos municípios de Nova Iguaçu (20,6%); Duque de Caxias (16,4%); São João de Meriti (13,6); São Gonçalo (12,2%), Niterói (9,2%) e Belford Roxo (10,3%).

Com trajes bolivianos, o presidente Lula sancionou a Lei de Anistia Migratória. Estima-se em 200 mil o número de estrangeiros irregulares. Enquanto, os países do Primeiro Mundo expulsam seus imigrantes, o Brasil fecha oportunidades de emprego para seus jovens. Segundo o Cremesp, somente em São Paulo, há cerca de 1,7 mil médicos naturais de outros países. Em muitas empresas brasileiras, temos imigrantes executivos chefiando bons profissionais brasileiros. Por favor, não é xenofobia. Mas é ato contínuo, políticas eleitorais abrirem as portas dos empregos no Brasil. Assim aconteceu em 1981, 1988 e 1998.

Em comparação com as 3 maiores cidades do Sudeste, o Rio de Janeiro sempre apresentou menor taxa de imigração. Porém, as obras e concursos federais têm provocado mudança de profissionais “escolhidos” para a cidade. Isso é preocupante, pois pode ter fins políticos eleitorais. Ao contrário do que se pensa, o Rio de Janeiro tem posições muito conservadoras em relação à diversos assuntos. E isso incomoda muito a elite liberal do país.

#paracleto
#Família
G/P
Jair