No meu livro MISSÃO DA IGREJA: dimensões e efeitos, destaco a crescente estratificação das igrejas cristãs. Existe um movimento de sobrevivência para especialização e distinção. De fato, existem dados para a identificação para a disputa de mercado. Uma das razões é a constante migração de evangélicos entre várias igrejas e denominações.

Uma das causas básicas pode ser o processo de assimilação. Quanto mais sólido for o discipulado de novo convertido, menos motivos ele terá de evasão. Eu listo alguns fatores de aderência que as igrejas estão aperfeiçoando para manter o crente em sua comunidade. Outro fenômeno é a processo de adaptação. Neste caso, a igreja se ajusta ao maior percentual de sua membresia. Por exemplo, se a igreja recebe muitos funcionários públicos, é provável que suas mensagens evitem temas como controle do Estado, críticas a governos de esquerda e corrupção em Estatais. Se a igreja possui muitos empreendedores e empresários, provável que os temas alcancem liberdade de expressão, controle de finanças e administração.

Por outro lado, algumas igrejas se acomodaram com a presença de adultos e idosos. Essas igrejas não apresentam uma liturgia e programações interessantes para adolescentes e jovens. Ocorre em muitas igrejas tradicionais  pentecostais e de missão). Não surpreende a grande ausência de jovens em seus cultos regulares. Isso abre espaço para o surgimento de igrejas modernas. Não existem cultos regulares. A igreja se reúne por demanda em casas ou locais públicos. Nessas igrejas não há integração com crianças e idosos, o que é fundamental para a harmonia entre gerações. O futuro delas está comprometido e será provisório.

Igrejas, versões e convites