Oficialmente, existe  liberdade religiosa no Turcomenistão, mas, na prática, isso se restringe ao islamismo sunita e, em menor grau, à Igreja Ortodoxa Russa. Para ter permissão para se reunir como comunidade cristã, a igreja tem de ser registrada no Estado.

A igreja de Mahmud tem licença e, então, pode se reunir livremente. “A despeito disso, ainda estamos sendo observados para ver se não estamos ultrapassando os limites. Pode haver um infiltrado sentado no meio da congregação. Realizar cultos em turcomeno é um ato, visto como evangelismo, o que é proibido, assim como possuir uma Bíblia na língua turcomena”.

A igreja de Mahmud é um cômodo alugado no subsolo de um quarteirão de apartamentos. Não há nada que sugira que seja um prédio de igreja até que Mahmud tira um púlpito de dentro de um armário e o cobre com um pano, com uma cruz. O culto começa. O som dos cânticos parece estranho e mudo, embora estejam as mesmas pessoas na igreja, todos os domingos.

Os cumanos foram guerreiros nômades da estepe eurásia, que exerceram um impacto duradouro nos Bálcãs medievais. O instrumento básico do sucesso político cumano era a sua força militar, que nenhuma das facções belicosas que habitavam a península balcânica pode resistir. Como consequência, grupos de cumanos se estabeleceram e se misturaram com as populações locais de diversas regiões dos Bálcãs.

No século XIII, os cumanos ocidentais tornaram-se católicos, enquanto os orientais assumiram o islamismo. A Diocese Católica dos Cumanos incluía a Romênia e a Moldávia. Este título foi mantido até 1523. O principado da Valáquia foi estabelecido por Basarab I, filho do comandante militar cumano Tihomir da Valáquia no início do século XIV. OS cumanos se estabeleceram na Hungria tendo seu próprio governo, e seu nome (kun) ainda é preservado nos nomes de alguns condados.

O nome do país significa “lar dos turcomanos”. Há também a hipótese de que seu nome faça referência a uma conversão em massa de 200 mil nativos ao islamismo no século X e, por isso, teriam recebido o titulo de Turk Iman, que significa “povo de fé ou de fé forte”.Como na maior parte do continente asiático, o cristianismo difundiu-se no Turcomenistão por meio da Igreja Apostólica do Oriente, mas foi praticamente erradicado pelos exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central), que conquistaram a região e fizeram do islamismo a religião dominante.

As primeiras conversões de turcomanos aconteceram na década de 1990, pelo testemunho da Igreja protestante russa e pelo trabalho missionário. No início, os pequenos grupos de crentes foram formados como uma extensão da Igreja russa, mas logo estabeleceram sua própria identidade cultural.

Na antiguidade, muitos impérios dominaram as terras do atual Turcomenistão, como o Império Persa, Alexandre, o Grande, persas sassânidas, seljúcidas (século 12) e Genghis Khan (século 13).  Nos séculos VII e VIII, a Ásia Central foi invadida pelos árabes muçulmanos e desde então o país passou por um processo de islamização. Os primeiros habitantes do país foram as tribos nômades turcas, que migraram da região do atual Cazaquistão a partir do século X.

O Império Russo começou a se expandir no século XVIII, passando a conquistar territórios da Ásia Central e da Europa Oriental. Em 1925 o país se tornou parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e permaneceu sob o poder dos comunistas até 1990.

O Turcomenistão se tornou um país independente em 22 de agosto de 1990. Desde então, o país só teve dois presidentes no poder: Niyazov, que governou de 1990 a 2006 e seu substituto, Kurbanguly Berdymukhamedov. O atual governo é, em tese, uma República Presidencialista, mas na prática é um Regime Presidencial Autoritário com os poderes concentrados na pessoa do presidente.